Milhares pedem renúncia do presidente regional da Galícia por incêndios

Os participantes criticaram a resposta oficial contra a onda de incêndios florestais que mataram, no fim de semana passado, quatro pessoas e deixaram danos materiais significativos

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postado em 22/10/2017 15:53

Madri, Espanha - Milhares de pessoas marcharam neste domingo na cidade espanhola de Santiago de Compostela para cobrar responsabilidade política do governo regional pelos incêndios na Galícia (noroeste), que deixaram quatro mortos e mais de 35.000 hectares destruídos. Cantando "Feijóo renuncie, a Galícia não te aceita", em referência ao presidente regional, Alberto Núñez Feijóo, do Partido Popular (PP, direita conservadora), os manifestantes percorreram as ruas do centro de Santiago, de acordo com imagens de televisão e meios locais.

Com cartazes dizendo "Fogo nunca mais" e "Se perdemos as árvores, perdemos tudo", os participantes criticaram a resposta oficial contra a onda de incêndios florestais que mataram, no fim de semana passado, quatro pessoas e deixaram danos materiais significativos.

Os organizadores, uma plataforma de organizações ambientais e sindicatos, à qual se uniram partidos da oposição, afirmaram que reuniram 10.000 pessoas. "Sofremos o abandono e a incompetência absoluta da Xunta de Galicia [governo regional]", afirmou Luis Villares, porta-voz do partido de esquerda En Marea no Parlamento regional.

"É inaceitável que o governo defenda uma política florestal pirômana, que é a que Núñez Feijóo está defendendo", indicou Ana Pontón, do Bloque Nacionalista Galego (BNG).

Núñez Feijóo reivindicou os trabalhos de extinção do fogo, combatido por centenas de bombeiros ajudados por meios aéreos, e denunciou que os incêndios foram, em sua maioria, resultado de um "terrorismo incendiário", e que foram favorecidos por altas temperaturas e fortes ventos.

O chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, que visitou a região, também responsabilizou "incendiários" pela maior parte dos incêndios. A plataforma que convocou a manifestação rejeita uma lei de fomento empresarial impulsada pela Xunta, que a seu ver desfavorece as zonas rurais e promove a proliferação de espécies como o eucalipto, de rápida combustão.
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