Intervenção na autonomia catalã é a única resposta possível, diz Rajoy

O Senado, onde o Partido Popular de Mariano Rajoy tem maioria, marcou para sexta-feira uma sessão que pretende aprovar a intervenção

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postado em 25/10/2017 10:37

Gabriel Bouys / AFP
Madri, Espanha - O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou nesta quarta-feira (25/10) que a intervenção da autonomia da Catalunha é "a única forma" de parar o desafio secessionista. Rajoy respondeu desta maneira ao deputado independentista catalão Joan Tardà, que criticou o governo pela "repressão", antes de recorrer ao diálogo.

"Me diz que as instituições catalãs pediram o diálogo e minha resposta foi o 155, e é verdade", disse Rajoy, em referência ao artigo da Constituição que permite a intervenção na autonomia regional. "Você conhece muito bem a resposta, é a única possível, a única", ante a ameaça do governo catalão de declarar a independência após o referendo de autodeterminação ilegal de 1º de outubro, insistiu Rajoy.

De acordo com o chefe de Governo, a resposta é a maneira de "restaurar a legalidade" e de "enfrentar as consequências econômicas que suas decisões estão provocando", em referência às empresas que retiraram da Catalunha as suas sedes sociais no último mês, quase 1.400 de acordo com os dados mais recentes.

"Cumpro minha obrigação ao colocar em prática o 155, e o faço ante o desprezo a nossas leis, a nossa Constituição e ao Estatuto da Catalunha", argumentou Rajoy.

Entre as medidas do artigo 155 que serão adotadas pelo governo central em caso de intervenção figuram a destituição em bloco do governo independentista catalão, a convocação de eleições regionais no prazo máximo de seis meses, a tomada de controle da polícia catalã - os Mossos d'Esquadra - e dos meios de comunicação públicos, assim como uma tutela rígida ao Parlamento catalão.

O Senado, onde o Partido Popular de Mariano Rajoy tem maioria, marcou para sexta-feira uma sessão que pretende aprovar a intervenção. O presidente catalão, Carles Puigdemont, poderia discursar no Senado na quinta-feira ou sexta-feira para apresentar seus argumentos contra as medidas.

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