Estudante filma terrorista correndo pelas ruas após atentado Nova York

As imagens feitas por Tawhid Kabir são os únicos registros sobre o terrorista uzbeque Sayfullo Habibullaevic Saipov. Atentado deixou oito mortos

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postado em 01/11/2017 10:14 / atualizado em 01/11/2017 11:09



Tawhid Kabir, 20 anos, trocou Daca por Nova York em 2015.  Na terça-feira (31/10), o estudante bengali não teve outra ideia quando colegas gritaram que havia um atirador no meio da rua. Acostumado a produzir vídeos para o Snapchat, um software para transmissão instantânea de imagens, o estudante pegou sua câmera e começou a filmar. "Eu não sabia que ele tinha matado pessoas. Pensei que fosse uma brincadeira de mau gosto, algo como as pegadinhas de Jalals no YouTube. A arma grande que ele carregava e a barba pareciam falsas, por isso, imaginei uma pegadinha de Halloween", contou ao Correio.


As imagens feitas por Kabir são os únicos registros sobre o terrorista uzbeque Sayfullo Habibullaevic Saipov, 29, o homem que tinha acabado de atropelar dezenas de ciclistas, matando 8 e ferindo 11 no centro de Manhattan, a cinco minutos do World Trade Center, às 15h06 de terça-feira (17h06 em Brasília). "Foi algo difícil para eu acreditar que vi um terrorista bem na minha frente. Nunca imaginei que algo assim pudesse ocorrer", relatou. Kabir prestou depoimento à polícia e forneceu os vídeos.

Em uma das filmagens, é possível ver a camionete usada por Saipov no atropelamento em massa e um policial correndo. Da janela, mulheres gritam: "Oh, meu Deus, eles atiraram no cara". Ao fundo, o terrorista aparece deitado no chão, enquanto agentes se aproximam. 

O ataque

O agressor foi identificado como Sayfullo Saipov, 29 anos, um cidadão do Uzbequistão que mora nos Estados Unidos desde junho de 2011. Segundo testemunhas, o agressor jogou a caminhonete contra ciclistas e pedestres e gritou "Allahu Akbar" (Deus é grande, em árabe) antes de ser baleado pela polícia.

Na manhã desta quarta-feira (1º/11), o Uzbequistão se comprometeu a cooperar com as investigações sobre o atentado. "O Uzbequistão está disposto a usar todas as suas forças e recursos para ajudar na investigação sobre este ato terrorista", afirmou o presidente uzbeque Chavkat Mirzioyev, citado em um comunicado do ministério das Relações Exteriores.

O ataque matou oito pessoas, incluindo cinco argentinos, e deixou 11 feridos. O Uzbequistão, uma ex-república soviética de maioria muçulmana, tem centenas de cidadãos lutando em grupos jihadistas no Iraque e Síria, segundo estimativas dos serviços de segurança russos.

Ontem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o autor do atropelamento era um “doente perturbado” e afirmou que esse tipo de ataque não deve mais acontecer no pais. "Em NYC [New York City], parece que houve outro ataque de uma pessoa muito doente e perturbada. As agências de segurança estão acompanhando isso de perto. Não nos Estados Unidos!", disse Trump no Twitter.

Pouco depois do ataque, o presidente americano determinou o reforço do programa de controle de estrangeiros que tentam entrar no país. "Acabo de ordenar a (departamento de) Segurança Interna o reforço do nosso programa de revisão já extremo", tuitou Trump.

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