FARC lançam candidatura presidencial do ex-líder guerrilheiro 'Timochenko'

"Anunciamos que nosso candidato à presidência da República será Rodrigo Londoño Echeverry, Timochenko", disse Iván Márquez, porta-voz da organização política, em coletiva de imprensa em Bogotá

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postado em 01/11/2017 15:15

O partido político das FARC que surgiu do acordo de paz com a ex-guerrilha na Colômbia, lançou nesta quarta-feira (1/11) a candidatura presidencial de seu líder Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, para as eleições de maio de 2018.



"Anunciamos que nosso candidato à presidência da República será Rodrigo Londoño Echeverry, Timochenko", disse Iván Márquez, porta-voz da organização política, em coletiva de imprensa em Bogotá.

Londono, de 58 anos, foi o último comandante dos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) antes do grupo depor as armas e se tornar um partido político este ano, depois de assinar a paz em novembro de 2016.

Em julho, Timoshenko sofreu um acidente vascular cerebral que afetou sua fala e o obrigou a viajar a Cuba, onde se recupera.

Apesar dos problemas de saúde, a Força Alternativa Revolucionária do Comum, como passaram a se chamar, o nomeou presidente do partido em setembro.

Além da candidatura presidencial, a organização anunciou suas listas para o Congresso a ser eleito em março, lideradas pelo próprio Márquez, Pablo Catatumbo, Carlos Lozada e Victoria Sandino, ex-negociadores da paz.

Com uma imagem negativa na maioria das pesquisas, as FARC revelaram suas cartas eleitorais, embora o Congresso ainda não tenha definido o sistema judicial ao qual os guerrilheiros deverão se submeter.

 

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De acordo com o acordo de paz, os rebeldes e militares envolvidos no conflito poderão receber penas de prisão alternativas se confessarem seus crimes, indenizar as vítimas e se comprometer a nunca mais cometer violência.

No entanto, falta ser esclarecido se os candidatos das FARC poderão assumir funções públicas sem terem sido julgados pela Jurisdição Especial para a Paz (JEP).

O pacto de paz garante a eles 10 assentos no Congresso, embora devam concorrer às eleições.

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