Presidente do Parlamento da Catalunha libertada sob fiança

O porta-voz do ministério confirmou a libertação de Carme Forcadell, que pouco antes teve fixada a fiança de 150.000 euros para abandonar a prisão de Alcalá Meco, na periferia de Madri, onde passou a noite

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postado em 10/11/2017 13:54

A presidente do Parlamento da Catalunha saiu da prisão nesta sexta-feira depois de pagar uma fiança, um dia depois de ter sido presa na investigação por rebelião por seu papel no movimento separatista catalão, informou o ministério do Interior espanhol.



O porta-voz do ministério confirmou a libertação de Carme Forcadell, que pouco antes teve fixada a fiança de 150.000 euros para abandonar a prisão de Alcalá Meco, na periferia de Madri, onde passou a noite.

Forcadell teve a prisão decretada na noite de quinta, enquanto outros quatro deputados regionais acusados pelos mesmos crimes já se encontravam em liberdade sob fiança depois de se comprometeram em depositar 25 mil dólares de caução em uma semana.

Um quinto deputado está livre sem medidas cautelares.

Dois dias depois da greve na Catalunha para pedir a libertação desses dirigentes, Forcadell e outros cinco deputados foram interrogados pelo juiz Pablo Llarena sobre seu papel no processo separatista lançado nesta região.

A Procuradoria os acusa de rebelião, sedição e desvio de fundos por ter urdido "uma estratégia combinada a declarar a independência" no Parlamento, apesar da proibição do Tribunal Constitucional (TC), que pediu a Forcadell que não permitisse iniciativas sobre a secessão.

Mesmo assim, a Câmara regional aprovou a declaração de independência, em 27 de outubro, que supôs o auge de uma crise sem precedentes na história moderna do país.

Em seu depoimento, Forcadell defendeu que, como presidente do Parlamento, não tem "liberdade para impedir votações" e que o TC não pode censurar previamente o debate parlamentar, relatou um porta-voz seu.

 

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O presidente catalão recentemente destituído, Carles Puigdemont, evitou ser mandado para a prisão ao viajar para a Bélgica há 10 dias junto com quatro de seus ministros e, agora, todos aguardam a decisão da Justiça belga a um pedido de extradição da Espanha.

O objetivo desta viagem era deslocar a crise catalã ao coração da Europa, que continua lhes dando as costas, como deixou claro na quinta-feira o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Jucnker, na Universidade de Salamanca.

"O nacionalismo é um veneno que impede que a Europa viva junta", afirmou Juncker, que foi nomeado doctor honoris causa em um ato com a presença do chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy.

Depois do referendo, que asseguraram ter vencido com 90% dos votos e uma participação de 43%, os separatistas proclamaram uma República Catalã que não foi reconhecida por nenhum país.

O governo espanhol destituiu o Executivo de Puigdemont e dissolveu a Câmara regional, entre outras medidas para assumir o controle da Catalunha.

Seus promotores se expõem agora a penas de até 30 anos de prisão por rebelião e de 15 anos por sedição, e oito deles já estão atrás das grades.

Militantes os consideram "presos políticos", mas a organização de direitos humanos Anistia Internacional descartou este rótulo, por ora, observando que "eles são acusados de ações que podem constituir um crime.

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