Vice-presidente do Equador será julgado por caso Odebrecht

A decisão do juiz Miguel Jurado torna Jorge Glas, em prisão preventiva desde 2 de outubro, no político de mais alto escalão em atividade a ser julgado neste mega-caso

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postado em 15/11/2017 00:40

A Corte Nacional de Justiça do Equador decidiu nesta terça-feira levar a julgamento o vice-presidente Jorge Glas e outros doze denunciados por associação criminosa no escândalo de subornos pagos pela  Odebrecht.
 

A decisão do juiz Miguel Jurado torna Glas, em prisão preventiva desde 2 de outubro, no político de mais alto escalão em atividade a ser julgado neste mega-caso, que afeta 12 países da América Latina e da África.

"Depois de revisar todos os elementos de convicção apresentados pela Procuradoria, o juiz Miguel Jurado se decidiu pelo julgamento do vice-presidente e de outros 12 denunciados por autoria do crime de associação criminosa no #CasoOdebrecht".

A Procuradoria afirma que Glas recebeu através de um tio, também detido, um total de 13,5 milhões de dólares em subornos por contratos obtidos pela Odebrecht no Equador.

Segundo fontes judiciais, o processo pode prolongar-se por várias semanas. Se forem considerados culpados, Glas e os outros envolvidos, entre eles dois ex-diretores da petrolífera estatal venezuelana PDVSA, que estão foragidos, correm o risco de pegar de três a cinco anos de prisão.

A prisão preventiva e o processo contra o vice-presidente têm como pano de fundo o racha do movimento governista Aliança País - no poder desde 2007 - entre os partidários do presidente Lenín Moreno e os do ex-presidente Rafael Correa, o grande aliado de Glas.

Correa, que em várias ocasiões disse que existem provas contra Glas, sustenta que Moreno, que foi seu vice-presidente entre 2007 e 2013, se aliou à oposição tradicional e se utiliza da luta contra a corrupção para desprestigiar seu governo e afastá-lo da política.

A Procuradoria, que se absteve de acusar o delator e ex-diretor da Odebrecht no Equador José Conceição Santos Filho, adverte há semanas que Glas e outros envolvidos podem ser acusados de mais crimes, como corrupção e enriquecimento ilícito, com penas muito mais severas.
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