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Estado de Minas

Único condenado por 11/9 denuncia "tortura psicológica" na prisão

A Justiça americana rechaçou apelações anteriores tentadas por Moussaoui, condenado à prisão perpétua


postado em 05/02/2018 21:36 / atualizado em 06/02/2018 06:49

(foto: AFP/Seth McCallister)
(foto: AFP/Seth McCallister)
 
Washington, Estados Unidos - O francês Zacarias Moussaoui, único condenado nos Estados Unidos pelos atentados de 11 de setembro de 2001, acusa o governo de Donald Trump pelas condições de detenção nas quais vive na prisão de alta segurança do Colorado.

Em uma carta manuscrita - consultada pela AFP - o prisioneiro diz sofrer "uma tortura psicológica em sua prisão em isolamento" e exige ser ouvido por um juiz.
 

Segundo o documento, datado no mês de dezembro, Moussaoui acusa o governo de Trump e a administração penitenciária de o privarem do acesso a um advogado a fim de "quebrá-lo psicologicamente" e de "impedi-lo de revelar a verdade sobre o 11 de setembro".

Em sua demanda, assim como em outra solicitação escrita paralelamente, Moussaoui reitera velhas acusações de que príncipes da Arábia Saudita teriam financiado a Al-Qaeda e participado da preparação do ataque em solo americano.

O ex-membro da Al-Qaeda, que fez curso de pilotagem em Oklahoma para ser um dos piratas nos ataques de 2001, assina suas demandas com a expressão "Escravo de Alá", acrescentando as frases "combatente inimigo" e "suposto 20º pirata aéreo".

A Justiça americana rechaçou apelações anteriores tentadas por Moussaoui, condenado à prisão perpétua e cuja saúde mental foi objeto de debate durante seu julgamento em 2006.

Desmentidas pela Arábia Saudita - importante aliado de Washington no Oriente Médio - e refutadas pelas conclusões da investigação oficial, as acusações de Moussaoui envolvendo dirigentes sauditas tampouco tiveram acompanhamento judicial.

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