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Proteção veicular não é seguro

Sem fiscalização ou regulamentação adequada, associações tentam se inserir no mercado de seguros e expõem os compradores a riscos de perdas

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postado em 09/11/2017 12:38 / atualizado em 09/11/2017 13:19

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É quase certo que, quando vem aquele aumento, promoção ou até mesmo a mudança para um emprego melhor, uma das primeiras coisas que passa na cabeça das pessoas é comprar um carro. O investimento é alto e as parcelas mensais são pesadas, mas vale o esforço para evitar ônibus lotados e ter a liberdade de sair à noite, viajar e até mesmo economizar tempo na hora de resolver imprevistos. No entanto, o custo do veículo não se resume à mensalidade: é preciso fazer revisão, colocar gasolina, manter limpo, trocar peças de tempos em tempos, alinhar, e essas pequenas coisas passam a ter presença confirmada nas faturas do cartão.


Claro que, depois de tantos gastos, não dá para contar com a sorte: é preciso proteger o mais novo bem de possíveis eventualidades, como roubos, acidentes, batidas e outros tipos de estrago. Nessas horas, a melhor decisão a ser tomada é contratar um seguro, mas, devido a falsas promessas, alguns motoristas acabam buscando outras soluções como a “proteção veicular”.


Os conceitos de seguro e proteção veicular, apesar de similares, são completamente diferentes na prática.  Muitas vezes quando um indivíduo contrata uma proteção veicular, não conhece os riscos que está correndo, sobretudo por não ter qualquer tipo de garantia - diferente dos seguros, que são regulamentados por órgãos do governo e seguem rigorosamente as leis do Código de Defesa do Consumidor.


Desse modo, a “proteção” funciona como uma espécie de rateio de custos, em que os valores de qualquer contratempo são divididos entre os associados, que devem ajudar no pagamento da indenização. Ou seja, se os recursos acumulados pela entidade associativa não forem suficientes, os membros do grupo terão que desembolsar mais dinheiro, que, muitas vezes, não dispõem naquele momento.


Imagine, então, que vários amigos batem o carro no mesmo mês ou que alguém utiliza o dinheiro para consertos caros enquanto a grande maioria cuida bem do veículo. Como você faz parte da associação e aceitou os termos, vai ter responsabilidade em custear esses prejuízos e, mesmo que o seu carro não apresente qualquer problema, acabará pagando mais caro nesse mês.


A propaganda de que os problemas são resolvidos mais rapidamente, sem burocracias e por um preço menor se mostra, então, com falhas. Principalmente porque não possui regulamentação, fiscalização, responsabilidade com solvência e liquidez, e não segue os parâmetros de mercado, gerando um grande risco de o dono do carro sequer receber a indenização.


Além disso, as associações não precisam manter uma reserva técnica, o que significa que caso essa empresa venha a falir, será bem difícil encontrá-la e punir seus administradores, prejudicando os beneficiários, já que não haverá como reverter nenhum dinheiro pago anteriormente.


Apesar das associações ofertarem a proteção veicular por valores menores, é necessário ressaltar que, legalmente, não podem oferecer seguros, pois não são autorizadas, fiscalizadas ou reguladas pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP. Sem essa fiscalização, o barato pode sair muito caro.

 

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Abaixo, veja uma breve comparação entre as duas práticas de assistência, para que você entenda melhor os riscos da proteção veicular.

O consumidor de seguros:

O consumidor de seguros dispõe de centenas, talvez milhares, de órgãos que existem para protegê-lo e defendê-lo (Ministério Público, Ministério da Justiça, órgãos e entidades de proteção e defesa), o que não ocorre no caso de um associado ou cooperado de mútuas, que, de acordo com o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, não é considerado consumidor.

Custo do seguro veicular:

O valor do seguro é obtido após analisar o perfil do motorista, o modelo e ano do veículo, e pode ser pago em parcela única ou parcelado em valores fixos. Na proteção veicular, a composição desse valor é diferente, podendo variar a cada mês, visto que é cobrada uma taxa de administração e o rateio do valor para o pagamento de sinistros do mês anterior. Ou seja, pode ser que a parcela seja baixa em um mês e muito alta no outro.

Quem regulamenta o seguro veicular:

O seguro passa por fiscalização constante, tanto da SUSEP como do Ministério da Fazenda, seguindo a legislação vigente. Na proteção veicular, por se tratar de uma associação, fica a cargo dos associados determinarem as regras, não seguindo nenhuma lei específica, o que pode dificultar caso o consumidor seja lesado de alguma maneira.


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Dessa forma, melhor evitar atalhos e comprar um seguro completo, que garanta a total proteção do seu carro em casos de sinistro. Para conhecer mais sobre o mercado de seguros e saber detalhes do seu funcionamento, acesse otimeseguro.com.br.
 

 

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