Empresários

Conheça histórias de empreendedores bem sucedidos do DF

Principal orientação de quem conseguiu se consolidar no mercado é buscar conhecimento e traçar objetivos claros para a empresa

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postado em 20/08/2015 08:25 / atualizado em 09/09/2015 10:50

Empresários ao redor do mundo todo são unânimes em afirmar que a tarefa de empreender é difícil. No entanto, quem conseguiu vencer os principais desafios impostos nessa trajetória relata que a chave para o sucesso é buscar conhecimento em fontes diversificadas – com colegas do ramo, com entidades de fomento ao empreendedorismo, em livros ou na internet – e traçar objetivos claros a serem alcançados.

Paulo Lemos, professor do curso de empreendedorismo da Escola de Extensão da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), reforça que é fundamental valorizar e ir atrás de conhecimento de qualidade, seja com mentores, seja com professores que tenham experiência em orientar negócio ou por meio de conteúdo on-line. “É preciso que o empreendedor tire da cabeça essa ideia de que o importante é ele fazer. É claro que é preciso fazer, mas com qualidade e com conhecimento. Ele pode ter um dom, mas precisa aperfeiçoá-lo”, explica.

O primeiro desafio nessa trajetória de empreendedorismo, segundo o professor, é encontrar uma ideia inovadora e, daí, transformá-la numa oportunidade de negócio. “A ideia tem que ter força e aceitação no mercado. É necessário testá-la para saber se ela tem viabilidade”, afirma.

Confira histórias de empreendedores do Distrito Federal que conseguiram transformar boas ideias em negócios viáveis e saiba que desafios eles tiveram que superar para alcançar o sucesso.

Trabalhar sem perder o foco

Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press


Os sócios Rodolpho Cunha, 40 anos e Ricardo Braga, 33, começaram a dar uma nova cara para a Maqplan há 10 anos, quando a empresa deixou de representar organizações de fora de Brasília e passou a produzir softwares próprios. Hoje, 3 mil lojas da cidade usam os produtos elaborados por eles e os empresários já começaram a vender para outras unidades da Federação e para países da América Latina.

“No início, foi muito difícil. Nós dois fazíamos de tudo: desenvolvíamos softwares, atendíamos clientes e implantávamos as soluções”, conta Rodolpho. Logo depois, contrataram o primeiro colaborador, que está com eles até hoje e, agora, coordena uma equipe de 30 pessoas.

“Os colaboradores, no começo, ganhavam bem mais que os proprietários, mas era uma coisa pela qual sabíamos que tínhamos que passar. É natural fazer o trabalho de três, quatro, cinco pessoas e se dedicar várias horas ao seu negócio”, detalha Rodolpho. “Mas é preciso que isso seja uma fase passageira. O empreendedor tem que reinvestir no negócio e sempre contratar pessoas que saibam mais do que ele para complementar o conhecimento”, completa.

No total, a empresa tem, hoje, entre 60 e 70 colaboradores contratados. O principal produto vendido são softwares para vendas e gestão de empresas, além de bobinas para impressão de comprovantes fiscais. Entre os clientes, estão lojas de vestuário e calçado, óticas, mercados, papelarias, salões de beleza e restaurantes.

Este mês, lançaram um novo produto, um software que traz todas as funcionalidades dos programas para vendas e gestão e que roda em tablets. “O que nós enxergamos para o futuro é a migração do PC para o tablet, dando mais vantagem e baixando o custo para o empreendedor. Temos intenção de reduzir até 70% os custos iniciais”, afirma o empresário.

Nos últimos anos, os dois se preparam para a fase de expansão do negócio nacionalmente e se surpreenderam com aceitação dos produtos também fora do país. “Somos fornecedores para diversas empresas no Brasil e também algumas no Mercosul”, relata Rodolpho.

Como dica para quem pretende empreender ou já tem a própria empresa, Rodolpho sugere paciência para alcançar os objetivos e sempre manter metas claras. Além disso, ele destaca que é extremamente importante buscar conhecimento. “Não precisa ser uma formação acadêmica. Qualquer tipo de leitura que venha a agregar ao perfil de gestor e de administrador vai facilitar.”

Principais desafios: muito esforço e dedicação no começo do negócio
Como venceram: acreditar no que fazem, traçar objetivos claros para a empresa e ter paciência para alcançá-los
Perspectivas futuras: consolidar a presença da empresa nos mercados nacional e internacional e investir em soluções para tablets

Compartilhando conhecimentos

Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press


Nos três anos que se passaram desde a criação da Avocado Design, as sócias Fernanda Mujica, 26 anos, e Alessandra Cavendish, 25, acumularam experiências valiosas. E isso não só pelo que vivenciaram no dia a dia do próprio negócio, mas também pelo tempo que dedicam ao desenvolvimento de marcas e ao planejamento de outras empresas.

Baseado em técnicas de design thinking – ferramentas do design aplicadas a pesquisas para conhecimento do público - e de planejamento de comunicação, a agência de branding das duas sócias desenha marcas para os empreendedores que as procuram.

“Chegamos à conclusão, depois de muito tempo, de que o ideal seria começar um processo de pesquisa, montar o DNA da empresa, e, depois, montar a marca. Nós pegamos poucos clientes, mas damos toda a atenção”, afirma Fernanda.

O processo leva, em média, dois meses, e inclui orientações sobre o negócio. Não raro as duas usam a própria história de empreendedorismo para mostrar aos clientes os desafios de montar uma empresa e possíveis caminhos para superá-los. “Nós não temos educação financeira na escola e, se você não se formou em administração, fica totalmente perdido. No começo, não sabíamos fazer uma nota”, conta Fernanda.

Os mesmos problemas são enfrentados por quem procura os serviços da Avocado. “A maioria das dicas que nós damos é sobre a área financeira, sobre como abrir uma microempresa e passar para pequena, o que fazer para abrir oficialmente um negócio e se deve ter um sócio”, elenca a empresária. “Quando um cliente vem com uma dúvida, contamos a nossa história, e sempre existe um ponto em comum”, afirma.

Apesar do pouco tempo no mercado, as duas sócias passaram por grandes mudanças. Já aumentaram e diminuíram o tamanho de empreendimento e mudaram o foco da empresa. No início, o objetivo era trabalhar com organizações não governamentais (ONGs), mas perceberam que essas entidades não se encaixavam no tipo de serviço que a Avocado oferecia. “Miramos, então, nos microempreendedores: pessoas que tinham sonhos, mas tinham medo, estavam perdidas”, resume Fernanda.

Hoje, depois de um processo que a empresária define como de lapidação, encontraram o foco da empresa e têm o trabalho reconhecido na cidade. Ao todo, já atenderam cerca de 180 clientes. Agora, o principal desafio será crescer de maneira saudável e com qualidade. “Estamos há três anos no mercado e temos fila para trabalhar conosco. O próximo passo é pensar em como continuar com o trabalho personalizado e abraçar essas pessoas que querem chegar aqui”, avalia.

Principal desafio: encontrar um foco para o negócio
Como venceram: reavaliaram o planejamento da empresa e encontraram outro público-alvo
Perspectivas futuras: aumentar o empreendimento sem perder a qualidade dos serviços prestados

Alimentação saudável e acessível

Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press


O comprometimento com um estilo de vida saudável foi o que levou a família de Pedro Coe, 24 anos, a entrar para o mundo dos negócios. Em 2002, o pai dele, Pete Coe, 58, fundou o Bálsamo SPA, com o objetivo de atender ao público que buscava orientações sobre reeducação alimentar por meio da naturopatia – técnicas para cuidar da saúde de uma forma natural.

Pedro entrou para o negócio, que também é tocado pela mãe dele, Adriana de Moraes, 48 anos, depois de se formar em gastronomia. Há três anos, a família percebeu a necessidade dos clientes de dar continuidade à dieta proposta no SPA. Foi então que o jovem começou a desenvolver uma linha de alimentos saudáveis congelados.

Pedro fez uma pesquisa cuidadosa para reunir os melhores métodos para o processo e congelamento dos alimentos. Os produtos são congelados em ultracongeladores, dessa forma, o cliente consome a comida quase com propriedades de um alimento fresco. A linha de alimentos saudáveis foi lançada há três meses e as entregas são feitas em todo o Plano Piloto.

Um dos principais passos na trajetória empreendedora, para Pedro, foi a qualificação. Ele fez pós-graduação em administração de empresas na Fundação Getulio Vargas (FGV), participou de cursos de aperfeiçoamento alimentar, de venda e estocagem e de capacitações mais técnicas sobre a operação de um negócio no ramo de alimentação.

Mesmo com todo o preparo, existe tem uma barreira que ele ainda considera difícil de enfrentar: a burocracia. “Não temos como fugir das dificuldades e barreiras que o governo nos impõe, como taxação e alvará de funcionamento, que você não consegue rápido”, diz.

Além disso, como outros empreendimentos na área de bares e restaurantes, encontrar mão de obra qualificada é um dos grandes empecilhos. Os empresários conseguiram formar uma boa equipe para atuar no negócio familiar por meio dos profissionais formados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senac). Os funcionários que ainda não fizeram o curso ganham bonificação caso participem das capacitações.

Encontrar fornecedores qualificados é outra dificuldade em Brasília, segundo Pedro. Para driblar o problema, a tática dele é ter uma relação pessoal com os fornecedores, ir até o estabelecimento e saber o que pode exigir deles. “Tento me adaptar”, resume.

Principais desafios
: encontrar mão de obra qualificada e bons fornecedores
Como venceram: buscaram profissionais formados em instituições especializadas e oferecem bonificação para os que se capacitam. Mantêm relacionamento próximo com fornecedores e fazem pedidos respeitando a capacidade de produção deles
Perspectivas futuras: tornar-se o melhor centro de naturopatia do país
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