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Dilma: governo não fará reforma ministerial antes da votação do impeachment

Perguntada se considera como precipitada a saída do PMDB do governo, Dilma respondeu que não avalia %u201Cação de partido nenhum%u201D, sequer a de sua legenda, o PT

postado em 05/04/2016 13:11
A presidenta Dilma Rousseff disse nesta terça-feira(5/4) que o Palácio do Planalto não pretende fazer qualquer reestruturação ministerial antes do processo de votação do impeachment na Câmara dos Deputados. ;Nós não iremos mexer em nada atualmente. O governo não está avaliando nenhuma mudança hoje;, afirmou, após conhecer, na Base Aérea de Brasília, a aeronave KC-390, novo avião cargueiro projetado pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Perguntada se considera como precipitada a saída do PMDB do governo, Dilma respondeu que não avalia ;ação de partido nenhum;, sequer a de sua legenda, o PT. ;Eu não faço avaliações sobre ações partidárias, porque isso não é algo adequado para uma presidenta da República fazer;.

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No final de março, o PMDB, que era o principal partido da base aliada, decidiu deixar de apoiar o governo. O partido ocupa atualmente seis ministérios no governo Dilma.

[SAIBAMAIS]Sobre a sugestão do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) de antecipar as eleições presidenciais para outubro, Dilma afirmou que é uma proposta. ;Não rechaço nem aceito. É uma proposta. Convence a Câmara e o Senado a abrir mão de seus mandatos?;, disse, em referência aos mandatos dos parlamentares.

Defesa na Câmara

Em relação à defesa do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, apresentada ontem (4), na Comissão do Impeachment da Câmara, Dilma afirmou concordar ;integralmente; com os argumentos. ;Acho lamentável essa questão em relação aos decretos [suplementares] assim como as chamadas pedaladas fiscais. Acho que qualquer tentativa de transformar isso em tentativa de impeachment é golpe. É golpe porque não tem base legal;, reiterou.

Instabilidade política

A presidenta voltou a dizer que sem estabilidade política fica muito difícil conseguir a recuperação da economia e a geração de empregos. Segundo Dilma, a oposição tem criado instabilidade desde que assumiu o segundo mandato com as pautas-bomba. ;Tem uma [pauta-bomba] transitando no Congresso. É uma pauta-bomba de hidrogênio, porque ela tem um impacto de R$ 300 bilhões ao transformar os juros das dívidas dos estados em juros simples. Quem é aqui que consegue um empréstimo com juros simples? Nenhum de vocês;, afirmou aos jornalistas.

;É público e notório no Brasil que tem um pessoal que torce para o quanto pior melhor. Pior para a população e melhor para eles que querem encurtar o caminho do poder. Nenhum governo conseguirá governar o Brasil se não tiver um pacto pelo diálogo, pela estabilidade política;, destacou, encerrando a entrevista dizendo que o governo está ;inteiramente disposto a abrir o diálogo;.

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