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Câmara discute denúncia de maus-tratos a animais no Instituto Royal A diretora e três funcionários do laboratório foram convidados pelos deputados para participar do debate, mas não compareceram a comissão na tarde desta terça-feira (29/10)

Publicação: 29/10/2013 16:34 Atualização: 29/10/2013 15:40

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados faz na tarde desta terça-feira (29/10) uma audiência pública sobre a denúncia de maus-tratos a animais no Instituto Royal. O foco da discussão é a libertação dos 178 beagles usados em testes de laboratório. Apesar de o instituto ser credenciado no Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), ativistas de organizações não governamentais (ONGs) de defesa dos animais o acusam de maus-tratos.

A diretora e três funcionários do laboratório foram convidados pelos deputados para participar do debate, mas não compareceram. Segundo o advogado do instituto, Alexandre Serafim, eles não puderam comparecer porque tentam recuperar o laboratório e fazer o inventário para levantar as perdas sofridas com a invasão.

Na audiência desta terça-feira (29/10), o advogado do Instituto Royal afirmou que todas as pesquisas com animais feitas no instituto têm base na ordem e na legalidade. Ele informou que a entidade tem uma comissão de ética para analisar o tratamento dos animais e certificado de boas práticas de pesquisas com animais. Segundo o advogado, um biólogo verificou o estado de saúde dos animais e constatou que eles tinham boa saúde, além de não aparentarem ter sofrido abusos e maus-tratos.

O deputado e relator da comissão Ricardo Tripoli (PSDB-SP) disse antes da sessão de hoje que "existem várias formas de maus-tratos". Participam também da comissão os deputados Protógenes (PCdoB-SP), Alexandre Leite (DEM-SP), Antonio Roberto (PV-MG) e Ricardo Izar (PSD-SP). Na semana passada, Protógenes esteve no laboratório após a invasão e disse que as instalações se assemelhavam a um "campo nazista". "Era um ambiente deprimente, sujo, com fezes e urina de animais, um cenário muito distante da realidade da pesquisa científica".

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Entenda o caso


Há uma semana, cerca de cem ativistas invadiram e resgataram cães da raça beagle do Instituto Royal, no Jardim Cardoso, em São Roque (localizada a 59 km de São Paulo).

Eles resgataram 178 cachorros que foram levados em carros a clínicas veterinárias particulares da região. Segundo a ativista Giuliana Stefanini, seis destes cachorros tinham tumores e estavam mutilados. ” O que mais chocou o grupo foi um beagle sem os olhos”, disse Giuliana.

No laboratório, os manifestantes também encontraram vários fetos de ratos e um cachorro congelado em nitrogênio líquido.

*Com informações da Agência Câmara

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