Procurador diz que o MPF "não é protagonista da crise" brasileira

Movimentos entregam mais de 2 milhões de assinaturas de apoio às "10 medidas" anticorrupção elaboradas pelo Ministério Público Federal

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postado em 30/03/2016 06:53

Movimentos sociais entregaram ao Congresso Nacional ontem 2,028 milhões de assinaturas de apoio ao pacote de medidas anticorrupção idealizado pelo Ministério Público Federal na esteira da Operação Lava-Jato, as chamadas “10 medidas”. Antes, eles receberam os documentos de forma simbólica na Procuradoria-Geral da República. Dali, cerca de 500 a 600 pessoas que lotaram um auditório no MPF caminharam até a Câmara dos Deputados, onde entregam os projetos para congressistas da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção. Parlamentares prometeram dar prioridade às propostas, que estão no Congresso desde maio do ano passado, inclusive com uso de Medida Provisória.

Minervino Júnior/CB/D.A Press


O coordenador da Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público, o subprocurador-geral da República Nicolao Dino Costa Neto, disse que o evento não está associado à crise por que passa o governo Dilma Rousseff, sob ameaça de um impeachment, em parte motivado pelas investigações da Lava-jato. “É preciso deixar bem claro que, apesar da coincidência temporal traçada pelo curso da história, o Ministério Público não é, definitivamente, agente desse grave instante político e nem é protagonista da crise, não lhe cabendo interferir em quaisquer cenários relativos a ela”, disse, na abertura do evento. “O compromisso do Ministério Público é com a regularidade das investigações, com a efetividade do processo e, em outras palavras, com a defesa da ordem democrática.”

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Ele repetiu palavras da Convenção da ONU em Mérida, no México, em 2003: “A corrupção ameaça a estabilidade e a segurança da sociedade ao enfraquecer as instituições e os valores da democracia, da ética e da Justiça e ao comprometer o desenvolvimento sustentável”.

Ao ser chamado para entregar simbolicamente as assinaturas para representantes da sociedade civil, o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, foi aplaudido pelos movimentos sociais. A plateia gritou seu nome e o chamou de “patriota”. Ao discursar, porém, ele disse que o protagonismo do dia era da sociedade, que recolheu as assinaturas para a campanha e as levaria ao Congresso. Ele, outros procuradores e artistas como Tiago Lacerda, Luana Piovani e Cássia Kiss deixaram de ir ao Legislativo com o objetivo de não “roubar a cena” dos movimentos.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Ernesto
Ernesto - 30de Março às 13:06
Não tem culpa, mas fazia parte dessa justiça morosa, errada etc, que não fazia nada e morosa como um todo, custo que somente os ricos tiram proveitos dessa situação.
 
Daniel
Daniel - 30de Março às 10:52
Com fé! Devagar e sempre. Reforma Política já!!!