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Em menos de cinco dias, Temer precisou dar "puxão de orelha" em ministros

Presidente em exercício precisou estourar balões lançados pelos auxiliares e já deu a primeira determinação: não podem expressar opiniões pessoais como se elas fossem do governo

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postado em 18/05/2016 06:21

Arte/CB/DA Press

Em cinco dias de governo provisório de Michel Temer, o Brasil percebeu que os ministros nomeados para a Esplanada não afinaram ainda o discurso com o comando central ou estão testando as ideias que podem se tornar viáveis e as que deverão ser abandonadas pelo caminho. Não chega a ser uma crise, mas a verborragia dos integrantes do primeiro escalão já gerou o primeiro puxão de orelha dado por Michel Temer: ministros não podem, em entrevistas, expressar opiniões pessoais como se elas fossem de governo.

Nos últimos dois dias, casos se tornaram emblemáticos. Na segunda-feira, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, defendeu a mudança nas regras de escolha do procurador-geral da República, alegando que a Constituição Federal não prevê a adoção da lista tríplice e, tampouco, que o nome mais votado pelo Ministério Público seja escolhido pelo presidente. Temer divulgou nota afirmando que manterá a regra exatamente como está. Moraes teve que se retratar.

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Ontem, foi a vez do ministro da Saúde, Ricardo Barros, escorregar nas próprias palavras e ter que correr para corrigir o estrago. Ex-relator do Orçamento, Barros disse que não havia condições orçamentárias de assegurar a saúde universal e gratuita, como prevê a Constituição. Antes do meio-dia, desmentiu as próprias declarações e afirmou que, na verdade, tinha feito menção aos gastos com a Previdência.

“Isso é que dá querer chegar com muito gás. As pessoas acabam se atropelando nas próprias palavras”, disse um líder da base aliada, reconhecendo que o atual governo está com dificuldades de ajustar o discurso. “Esse talvez seja um dos grandes problemas de governos que chegam ao poder sem terem sido eleitos. Se você está numa campanha, o discurso vai sendo testado e regulado, internamente e com a população. Os candidatos são eleitos com um programa de governo”, completou outro parlamentar, também alinhado com o Palácio do Planalto.

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