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Abin ampliará o número de agentes infiltrados nos Jogos Olímpicos

Eventos internacionais, como as Olimpíadas, provocaram o aumento do risco de ataques no Brasil

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postado em 25/07/2016 06:01 / atualizado em 25/07/2016 06:59

Tasso Marcelo/AFP

Anfitrião de eventos internacionais como a Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos deste ano, o Brasil aumentou a chance de ser alvo de ataques terroristas, apesar de, na avaliação de especialistas, ainda apresentar um risco bem menor do que outras nações. Por causa da exposição, o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) aumentará o número de agentes infiltrados nos eventos olímpicos, em especial nos de grande aglomeração de pessoas, como na cerimônia de abertura, em shows e partidas de futebol.

No Rio de Janeiro, funcionários de hotéis e concessionárias de serviços públicos foram orientados a relatar à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) movimentações estranhas de pessoas em horários considerados suspeitos e com roupas não condizentes com a clima da cidade durante os Jogos. Vários integrantes do Sisbin vão participar como “observadores de inteligência”. Eles estarão nos eventos à paisana, comprando ingressos, mas com o objetivo de recolher dados e repassar aos órgãos de segurança conforme vejam ameaças concretas nos locais de competição e nas ruas da cidade. “São pessoas treinadas para atuar como agentes de segurança nos eventos. Ingressarão nos locais de competição como parte do público espectador”, explica a assessoria da Abin.

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Na avaliação de alguns analistas o número de monitorados é baixo. Só há “dezenas de pessoas” nessa situação, afirmou José Maria Panoeiro. As classificações de risco são mantidas em sigilo pelos integrantes do Sisbin. O procurador relatou uma conversa que teve há poucos dias, antes dos atentados em Nice, na França, com um agente francês que comentava a situação brasileira em relação a outros países. O investigador disse que os brasileiros não estão imunes a lobos solitários, porque isso entra na conta do imprevisível, mas não havia monitoramento da França de ninguém de terrorismo estrangeiro. “Vocês não têm realidade de guerra, não têm base da Otan, como a Turquia, que está em posição estratégica”, avaliou o francês.

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