política

Senadores querem afastamento de José Sarney após novas denúncias

Agência Estado

Publicação: 25/06/2009 12:16 Atualização:

A denúncia de que um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), intermediava empréstimos consignados entre instituições bancárias e servidores da Casa fez ganhar força entre os parlamentares o pedido de afastamento temporário do peemedebista. Senadores prometem voltar a pedir publicamente nesta quinta-feira que Sarney deixe o cargo até a conclusão das investigações sobre a edição de atos secretos e desvios de recursos na instituição.

 

 

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) promete subir hoje à tribuna do Senado novamente para recomendar que Sarney deixe a presidência. O peemedebista já disse que o colega deve deixar o cargo temporariamente, mas teme que o agravamento das denúncias aumente o desgaste sobre a instituição.

Simon disse que as denúncias contra Sarney têm causado prejuízos à imagem da instituição. "Ele tem que sair, ele está esgotando toda a nossa paciência. É preciso que ele se afaste porque, senão, cada dia é um problema novo não só para ele, mas para toda a Casa. O Senado não suporta mais esse denuncismo", afirmou.

Afastamento
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que Sarney tem que se afastar para evitar que influencie nas investigações da Casa. "A situação do presidente Sarney é cada vez mais delicada, por isso mantenho o meu posicionamento de que ele deveria se licenciar. Não podemos julgá-lo pelo que dizem os jornais, mas também não podemos permitir que ele presida seu próprio julgamento. O ideal é que ele se afaste até que não existam mais dúvidas sobre as denúncias", afirmou.

O PSOL articula ingressar nesta quinta-feira com representação contra Sarney por quebra de decoro parlamentar na Mesa Diretora do Senado. O partido quer que o presidente da Casa responda pelas denúncias de suposto conhecimento da edição de atos secretos no Senado.

Acusação
A denúncia que envolve o neto de Sarney, publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo", afirma que o esquema de empréstimo consignado para servidores do Senado inclui entre seus operadores José Adriano Cordeiro Sarney, neto do peemedebista. Segundo o jornal, de 2007 até hoje a empresa de José Adriano teve autorização de seis bancos para intermediar a concessão de empréstimos com desconto na folha de pagamento. Adriano Sarney é filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). O neto do presidente do Senado disse, na reportagem, que sua empresa fatura por ano menos de R$ 5 milhões. De acordo com o jornal, José Adriano abriu a empresa quatro meses depois que o então diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi, inaugurou assessoria para intermediar os contratos no escândalo que o afastou do cargo.

Por meio de assessores, Sarney não quis comentar a denúncia.

Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: Hildo Evaristo
Quem no senado tem moral prá falar sobre ÉTICA? | Denuncie |

Autor: Hildo Evaristo
Prq os meus comentários nunca são apresntados? Tem que necessariamente ter só um "lado"? O que significa democácia prá vcs? | Denuncie |

Autor: Álvaro Santos
E agora, o GM e o Ali Babá irão defender o que???? VOTO NULO, SEMPRE!!!! | Denuncie |

Autor: João Mendonça
As denuncias contra Sarney e muitos senadores refletem uma politica suja que parece uma bola de neve que só vem aumentando. Na Câmara, Edmar CASTELO Moreira parece que vai ser cassado mas nada vai mudar naquele ambiente sem o minimo de escrupulos. | Denuncie |

Autor: marcio lira
A questão não é somente ele se afastar e colocar "a pizza à mesa" novamente, tem que se apurar tudo e todos os envolvidos, mexa com quem mexer e doa a quem doer...Fora à corrupção politica brasileira e ao favorecimento de parentes nesse Brasil. Dêem o exemplo Senadores. | Denuncie |

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