A presidência do Senado mandou proteger a entrada do gabinete de José Sarney (PMDB-AP). Com uma fita de isolamento dos dois lados e seguranças na saída da escada que também dá acesso ao gabinete, jornalistas foram barrados e impedidos de fazer perguntas a Sarney.
Ele chegou hoje (2/7) à Casa aparentando tranquilidade e acenou para os jornalistas, que compararam a área isolada a um curral. Os seguranças que ajudaram no isolamento disseram não saber de onde tinha partido a ordem, apenas que a estavam cumprindo porque ontem (1º) Sarney quase teria caído ao ser abordado pela imprensa. "Ontem quase derrubaram o presidente, foi só por causa disso", disse um assessor de Sarney.
O presidente da Casa vive um momento de pressão quanto à permanência no cargo e deve se encontrar ainda hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois disso, deverá ser decidido se ele se licencia do cargo, como quer PSDB, DEM, PDT e outros partidos ou se permanece na presidência mesmo com as denúncias de irregularidades administrativas.
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