política

Reforma eleitoral: acordo deve encerrar impasse sobre nova eleição em caso de cassação de mandato

Agência Senado

Publicação: 14/09/2009 21:28 Atualização: 14/09/2009 21:30

A assessoria do presidente do Senado Federal, José Sarney, informou na noite desta segunda-feira (14) que ele e os líderes partidários chegaram a um acordo sobre a substituição do presidente da República, dos governadores e dos prefeitos em caso de cassação de mandato pela Justiça Eleitoral. Nova emenda ao projeto de reforma eleitoral (PLC 141/09) institui eleição direta sempre que for determinada a perda de mandato de ocupantes de um desses três cargos majoritários, incluindo os vices.

A votação do projeto de reforma eleitoral está prevista para recomeçar nesta terça-feira (15) às 16h. Na quarta-feira da semana passada, foram aprovados o texto básico do projeto e quatro emendas. De autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), a emenda objeto de acordo estabelecia a eleição indireta nos casos de cassação de mandato ocorridos nos dois últimos anos de governo.

Há processos de perda do mandato por compra de votos ou outros delitos eleitorais que demoram bastante até serem julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e pelo Tribunal Superior eleitoral (TSE). O senador do PSDB argumenta que seria necessário dar fim à prática de o segundo colocado assumir o governo quando o candidato vitorioso perde o mandato. Sua emenda, entretanto, provocou grande discussão.

Sarney chegou a deixar a presidência dos trabalhos e ocupar a tribuna para debater a matéria, criticando a ideia da escolha indireta. Sarney argumentou que o modelo indireto só poderia ser tratado em uma emenda à Constituição. Os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP), Efraim Morais (DEM-PB), Demóstenes Torres (DEM-GO), José Agripino (DEM-RN) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) defenderam o ponto de vista de Jereissati, ainda que com restrições à proposta de eleição indireta.

Diante das ponderações, naquele mesmo dia o parlamentar cearense acenou com a inclusão, no texto, de eleição direta para todos os casos em que o candidato eleito e empossado seja cassado, mesmo que isto se dê no fim do mandato.

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Normando Menezes
Que reforma eleitoral coisa nenhuma, tudo não passa de mais uma armação, para que as raposas e os viciados que fizerem da política um emprego, se imortalizem no poder. ESTA É A REFORMA VERGONHAL! | Denuncie |

Autor: Genildo Santos
SEM FINANCIAMENTO PÚBLICO EXCLUSIVO DE CAMPANHA, VOTO DISTRITAL MISTO, LISTAS FECHADAS, FIM DA VERGONHOSA REGRA DO VOTO PROPORCIONAL, QUE DEIXA OS MAIS VOTADOS DE FORA, E SEM CLÁUSULA DE BARREIRA, NÃO HÁ FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA. | Denuncie |

Autor: Genildo Santos
QUE REFORMA ELEITORAL? Sem financiamento público exclusivo de campanha, vamos continuar elegendo os tubarões, que se aproveitam dessa situação para nos obrigar a aceitar os golpes abusivos do poder econômico. Srs. Deputados, façam uma refoforma política de verdade, urgente, com voto distrital,etc.. | Denuncie |

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