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As três principais campanhas presidenciais conseguiram arrecadar, no primeiro mês oficial da corrida pelo Palácio do Planalto, pouco mais de R$ 32 milhões, o que representa 7,5% do total previsto de gastos por Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), principais presidenciáveis. Os valores são preliminares e ainda serão consolidados para apresentação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 3 de agosto, data da divulgação da primeira prestação de contas parcial. Tucanos, petistas e verdes têm em comum a expectativa frustrada de arrecadação — os partidos esperavam amealhar cerca de R$ 20 milhões cada nos primeiros 30 dias de campanha.
No topo da lista de arrecadação estão os tucanos, com cerca de R$ 15 milhões em doações. Os petistas conseguiram um pouco menos, aproximadamente R$ 13 milhões. Os verdes reuniram as menores cifras: R$ 4,65 milhões. Os recursos de Dilma ainda estão abaixo das despesas, segundo a campanha do PT. O motivo são os compromissos assinados no início da corrida eleitoral. “No primeiro mês, a gente fecha todos os contratos que representam o gasto geral de todo o período”, disse um petista. No total, a sigla prevê gastos de R$ 157 milhões, dos quais R$ 30 milhões serão bancados pelo PMDB.
Para os verdes, o baixo número de doações reflete as dificuldades impostas pela legislação eleitoral para que os interessados contribuam com as campanhas. No caso de Marina, o baixo número de palanques estaduais e a terceira colocação na corrida eleitoral, segundo as pesquisas, também prejudicaram a captação de recursos. “Além das dificuldades naturais do início da arrecadação, a candidatura não aceita doações das indústrias tabagista, armamentista e de petróleo, o que reduz o espectro de doadores”, explica o coordenador da campanha de Marina, João Paulo Capobianco.
As informações consolidadas da campanha de Dilma serão apresentadas na segunda-feira ao tesoureiro José Filippi Júnior. Ele tem feito uma estratégia agressiva para atrair potenciais doadores, divididos em três categorias: os financiadores da campanha de reeleição do presidente Lula em 2006; quem se recusou a doar na ocasião; e empresas que jamais foram contatadas pelo PT. Filippi preparou três modelos de cartas diferentes para cada público-alvo. “Estou contatando sua empresa em nome da ex-ministra Dilma Rousseff, candidata à sucessão do presidente Lula, para dar continuidade à transformação do país que ele iniciou”, consta da missiva assinada pelo tesoureiro.
Nos três comitês financeiros, os principais contratos firmados são de comunicação, aluguel de jatos para deslocamento dos candidatos, publicidade, segurança, elaboração e divulgação de material de campanha. Os principais custeadores dessa máquina eleitoral no primeiro mês de campanha foram as empresas. A arrecadação de pessoas físicas e pela internet foi desprezível. “A maior parte das doações ainda é de empresários, por causa da burocracia excessiva. Nós não temos a tradição de doar pela internet, mas acredito que, a médio prazo, a prática possa se tornar uma cultura no país”, acredita o presidente do PV, José Penna.
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