A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania vai ouvir o corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D'Ávila Carvalho, na próxima terça-feira (31), sobre o vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira. Com início às 10h, a audiência prevê ainda o depoimento de Demétrius Sampaio Felinto, ex-funcionário da Presidência que afirma possuir cópia de vídeos supostamente comprovando encontro de Dilma Roussef com a ex-secretária da Receita Lina Vieira. A candidata petista à Presidência, à época ministra-chefe do Gabinete Civil, nega a existência da reunião.
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O autor dos requerimentos sugerindo que os dois fossem convidados a falar aos integrantes da comissão foi o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O partido do senador já protocolou representação pedindo à Procuradoria Geral da União que investigue as revelações de Demétrius Felinto. Com relação ao vazamento de dados fiscais de Edaurdo Jorge, a Receita e a Polícia Federal divulgaram nota nesta quinta-feira (27) para informar que está tratando o caso como "prioridade institucional".
Alvaro Dias destacou no requerimento que a queda do sigilo fiscal de Eduardo Jorge resultou na edição de um dossiê pela equipe de comunicação do comitê de campanha da candidata Dilma Rousseff, do PT. Ele salientou ainda que, em sua vinda à CCJ, em julho, o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, informou que já existiam funcionários sob investigação, porém não informou seus nomes.
Mesmo assim, a analista tributária Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva acabou sendo identificada como uma das suspeitas da violação dos dados, o que motivou convite para que também comparecesse à CCJ. Ela deveria prestar esclarecimentos em 11 de agosto, mas enviou justificação para deixar de comparecer. Como não foi possível ouvir a servidora, o senador disse no requerimento que propôs a vinda do corregedor diante da importância de se esclarecer ao Congresso, conforme assinalou, "as graves denúncias".
OrdensO episódio em torno do encontro entre Lina Vieira e Dilma Rousseff voltou a ser lembrado a partir de entrevista de Demétrius Felinto à revista Veja, em julho. Hoje empregado da área de tecnologia do Senado, ele disse que manteve cópia das imagens do sistema interno de segurança após ordens do próprio Palácio do Planalto para que fossem apagadas. Para Alvaro, as revelações desmentem declarações feitas ao Senado pelo ministro do gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, de que a visita não teria ocorrido.
Segundo afirmações da própria Lina Vieira, o encontro que Dilma nega teria acontecido na segunda metade de 2008. Na audiência no gabinete de Dilma, a então ministra teria feito interferência para beneficiar aliados políticos do governo. Lina disse que foi solicitada a concluir "rapidamente" auditoria sobre empresas da família do presidente do Senado, José Sarney.
Esta matéria tem: (5) comentários
Autor: caio moura
Creio que a 1ª coisa a se saber é com relação a nacionalidade desta pessoa. Pois quem tem tantas mentiras, essa pode ser mais uma delas? Ela é brasileira mesmo? E seu irmão continua no país de origem? Candidatos tem que ter nacionalidade nata? | Denuncie |
Autor: maques bijos
Nesta eleição vale tudo, pelo mque se pode observar. | Denuncie |
Autor: Hildo Evaristo
Esta história de Ficha Limpa, tá parecendo abordagem de policia: Aí "dotor" tô limpo.... hahahah. Toda eleição tem um mote de moralidade - falsa. | Denuncie |
Autor: Hildo Evaristo
Bla, bla, bla infundável até o ano 2011. | Denuncie |
Autor: Aloisio Antonio Cabral
Se essse pessoal não tivesse nada a temer, fosem ficha limpa. mataria este assunto,sem envolvimento politico, deixaria a apuração do delito correr normalmente e,se fosse o caso deixaria vir a publico o tal dossiê, se tivesem coragem para tanto.Pelo andar da carruagem e nervosismo parece que tem truta | Denuncie |