A comissão de reforma política do Senado aprovou nesta quarta-feira (6/4) o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a fidelidade partidária, segundo o qual o mandado pertence aos partidos e não aos eleitos. Com isso, o abandono da sigla sem justa causa acarretará perda do mandado.
O presidente da comissão, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), afirmou que pretende apresentar o relatório final dos trabalhos ainda esta semana. A ideia é compilar os itens aprovados e transformá-los em anteprojeto de lei a ser votado pelo plenário da Casa.
A comissão também manteve a decisão do TSE sobre a cláusula de barreira permitindo que apenas terão direito do funcionamento parlamentar os partidos com no mínimo três representantes de diferentes estados. Em relação ao limite de gastos, uma lei deve limitar os valores para os partido.
Também foi aprovada pela comissão a proposta apresentada pelo senador Itamar Franco (PPS-MG) em relação à possibilidade de candidaturas avulsas. Segundo o texto, poderá haver candidaturas avulsas exclusivamente para as eleições municipais (prefeitos e vereadores), sendo obrigatório o apoio de um percentual mínimo de eleitores na circunscrição para o qual o candidato pleiteie o registro
Em relação à filiação partidária e ao domicílio eleitoral, a comissão manteve a legislação atual. Ela diz que para se candidatar é preciso que o político tenha domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de pelo menos um ano antes do pleito. Também deverá estar filiado a um partido pelo mesmo prazo.
A comissão de reforma política negou, por 7 votos a 6, a proposta de federação de partidos. Dornelles argumentou que não faz sentido aprovar a federação partidária, já que a comissão havia proibido a existência de coligações.
Amanhã (7), último dia de trabalho da comissão, serão analisadas as propostas de aplicação de quotas para as mulheres e a que permite consulta popular.
Esta matéria tem: (4) comentários
Autor: João Oliveira
Estou com o Sr. José Neutimar: o mandato deve ser do candidato. Acabem com os Partidos (se fosse bom, seria inteiro, não?) e continuará havendo candidatos. A "nossa" Constituição está eivada de senões. A falta de regulamentação de alguns artigos tem contribuido para entendimentos iguais à esse. | Denuncie |
Autor: wilson lima
O financiamento publico e lista partidária, faz o processo eleitoral ficar mais barato e transparente. Ninguem investe milhões em eleições se não tiver garantia que será beneficiado no futuro. Se o candidato eleito vai favorecer o seu financiador, então quem vai bancar a campanha é o contribuinte. | Denuncie |
Autor: wilson lima
Sr josé, é devido a posições, reacionárias e pouco coerente como a do Sr que vivemos um profundo caos político. O mandadto deve ser do partido que tem estatuto e normas a ser cumprida e não do candidato que pode mudar de opinião a qualquer momento. Nos devemos votar numa proposta, e não em promeças. | Denuncie |
Autor: jose neutimar
Vamos parar de frescura pois na minha opinião o mandato é do candidato e não de partido , espermente na proxima eleição lançarem como candidatos:Para presidente:PMDB,PSDB,PT,PDT,ETC,ETC,ETC.....Deixem de querer tirar o povo como idiotas,pois ninguem vota em porcaria de partido,e sim no candidato. | Denuncie |