Site da UnB volta ao normal após ter home page modificada por hackers

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postado em 25/06/2011 19:09 / atualizado em 25/06/2011 19:18

Reprodução
O site da Universidade de Brasília (UnB) voltou ao normal por volta das 19h deste sábado (25/6), após ficar quase 24 horas fora do ar. O portal foi invadido por hackers na noite de sexta-feira (24/6) e ficou em manutenção durante todo o dia de hoje para reparos no sistema de segurança.

Segundo o diretor do Centro de Informatica da UnB, Jacir Bordim, a invasão ocorreu só na página principal do site. Os técnicos da instituição passaram o dia isolando vulnerabilidades no portal, na tentativa de evitar que novos ataques ocorram neste fim de semana. "Tentamos colocar o site de forma mais protegida possível. A partir de segunda-feira vamos fazer um trabalho de verificação e análise para tentar identificar quem fez essa ação e tomar as devidas providências", explica Bordim.

De acordo com o reitor José Geraldo, os invasores entraram no portal da agência de notícias da UnB e modificaram as chamadas das matérias às 23h de ontem. "Assim que detectamos as intervenções nas notícias, retiramos o site do ar para verificarmos se houve ataques em outras áreas e para nos prevenirmos de outras invasões", explicou o reitor.

A invasão ao portal da universidade foi infomada à Polícia Federal e aos demais órgãos que investigam os últimos ataques aos sites de órgãos governamentais. Ontem (24), os ciberpiratas invadiram o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Cultura (MinC). As duas instituições informaram que não houve roubo de dados, mas as investidas virtuais preocuparam outros órgãos como a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), por exemplo, que tirou seu site do ar a fim de reforçar a segurança.

Para o reitor da UnB, a invasão da última noite não tem as mesmas características das outras registradas no governo, mas ele não descarta a possibilidade de o site ter sido alvo do mesmo grupo. "O pessoal está examinando e tudo é possível. Não dá para antecipar nada antes de uma investigação técnica e de segurança mais qualificada, o que está sendo feito pelo os órgãos do governo".
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