Politica

Exploração do pré-sal não decola e já é malvista por empresas estrangeiras

postado em 17/09/2012 08:04
Plataforma no Campo de Tupi, em São Vicente, na região do pré-sal da Bacia de Santos. Falta segurança jurídica
Passados quatro anos desde que a notícia da existência de reservas de petróleo sete mil metros abaixo da superfície do mar no litoral brasileiro foi saudada como uma ;dádiva de Deus; pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pré-sal tem dado ao governo mais motivos de preocupação do que propriamente de alegria. A demora do Congresso em definir o modelo de rateio dos royalties gerados com a exploração do combustível tem feito a descoberta ; tratada como uma panaceia para todos os males do país ; causar efeitos colaterais dolorosos sobre esse setor da economia brasileira. Especialistas já falam em encolhimento da área explorada e fuga de empresas, atraídas pelo alvoroço inicial em torno do pré-sal, para outros países com mais segurança jurídica no setor.

Isso porque, sem a aprovação do novo modelo para os royalties, o governo está há quatro anos sem realizar leilões para a concessão de novas áreas de exploração. A 11; rodada de licitação para áreas de petróleo e gás, anunciada em 2009, até hoje não se concretizou, mesmo sem incluir blocos do pré-sal. ;Pode-se dizer que o Brasil tem deixado de ganhar, em média, R$ 1 bilhão por ano por causa do atraso, mas é difícil estimar a perda total do país com a paralisia de um setor em compasso de espera pelos royalties;, diz o coordenador do Comitê de Relações Externas do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Flávio Rodrigues. ;A lentidão em resolver a questão dos royalties é a principal razão para hoje, a despeito da pujança prometida com o pré-sal, o país ver sua área explorada de petróleo encolher a mais ou menos um terço do que era há quatro anos;, observa o especialista.



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