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Empresário Boris Tabacof sofria tortura na era Vargas Ele esteve preso durante 400 dias por motivos políticos, entre 1952 e 1954

Publicação: 12/01/2013 07:36 Atualização:

Tabacof foi pressionado para revelar nomes do PCB nas Forças Armadas (Eduardo Knapp/CB/D.A Press - 1/4/05)
Tabacof foi pressionado para revelar nomes do PCB nas Forças Armadas


Depois de 60 anos de silêncio, o empresário baiano Boris Tabacof revelou à Comissão Nacional da Verdade (CNV) o que se passou com ele nos 400 dias em que esteve preso, por motivos políticos, entre 1952 e 1954. Os depoimentos, tomados em novembro do ano passado, foram os primeiros concedidos à comissão sobre episódios que aconteceram fora do período da ditadura militar (1964-1986). Hoje com 84 anos, Tabacof era, no segundo governo de Getúlio Vargas, membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e dava suporte a militantes que atuavam infiltrados nas Forças Armadas.

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O empresário relatou as torturas que sofreu na prisão à Maria Rita Kehl e a Paulo Pinheiro, integrantes da CNV. Além dele, um civil e 28 militares foram presos. O governo queria apurar a presença de comunistas nas Forças Armadas.

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