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Brigas e disputas internas do PMDB levam Dilma a se reunir com caciques A presidente aproveitou a presença deles, para indagar: "Como andam as sucessões na Câmara e no Senado?"

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Juliana Braga

Publicação: 15/01/2013 07:00 Atualização: 15/01/2013 07:24

Eduardo Cunha quer o posto de líder do PMDB e aliados do deputado criticam o atual ocupante do cargo (Beto Oliveira /Divulgação)
Eduardo Cunha quer o posto de líder do PMDB e aliados do deputado criticam o atual ocupante do cargo


O racha no PMDB decorrente da disputa de Eduardo Cunha (RJ), Sandro Mabel (GO) e Osmar Terra (RS) pela liderança do partido na Câmara, somado ao bombardeio sofrido pelo candidato do partido à presidência da Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), levou ontem a presidente Dilma Rousseff a marcar uma conversa, separadamente, com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e o vice-presidente Michel Temer. Dilma aproveitou a presença dos dois caciques e indagou, diretamente: “Como andam as sucessões na Câmara e no Senado?”.

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Tanto Temer quanto Sarney tentaram acalmar a presidente e disseram que as coisas caminhavam bem, mas a verdade é que há turbulências, e os dois caciques se reuniram-se no fim da tarde para avaliar o quadro. A análise é de que as denúncias veiculadas no fim de semana apontando irregularidades de Henrique Eduardo Alves no uso das emendas parlamentares e de recursos do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) surgiram porque o peemedebista empenhou-se na candidatura à presidência e esqueceu de acertar a própria sucessão na liderança da bancada. “Ele viu a casca de banana e mesmo assim caminhou em direção à ela”, disse um interlocutor do partido. “Henrique sabia que seria candidato há muito tempo. Poderia ter negociado o sucessor e evitado essa confusão”, criticou outro aliado. Partidários de Eduardo Cunha reclamam que Henrique Alves o abandonou no momento em que o deputado fluminense cogitou se lançar líder. “Você diz que é amigo e na hora que precisam você some? É claro que isso está errado”, disse um aliado do parlamentar do Rio.

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Autor: Manoel sousa
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