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Publicação: 19/01/2013 10:56 Atualização:
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| Mateus Guimarães, recebeu o mérito em nome do tio Honestino, durante cerimônia de homenagem a três ex-estudantes da UnB, desaparecidos durante o período da ditadura militar, na Universidade de Brasília - UnB. |
O estudante Honestino Guimarães foi homenageado na abertura do 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) da União Nacional dos Estudantes (Une). O desaparecimento de Honestino, atribuído à repressão da ditadura militar (1964-1985), será o primeiro caso investigado pela recém criada Comissão da Verdade da UNE. A comissão vai investigar, apurar e esclarecer casos de morte e tortura de pelo menos 46 dirigentes da entidade.
Por diversas vezes, Honestino foi aplaudido por um auditório lotado. “É um momento carregado de muita emoção: Honestino Guimarães foi meu colega, começamos juntos na política estudantil, quando estudávamos em Brasília, no colégio Elefante Branco”, lembrou o coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Cláudio Fonteles. “A grande homenagem a Honestino e tantos outros é nunca mais perminir o retorno de uma ditadura”, acrescentou.
Líder estudantil, presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília e presidente da UNE, Honestino Guimarães foi preso cinco vezes, uma delas 20 dias após casar-se, em 29 de agosto de 1968, na Universidade de Brasília (UnB). Honestino integra a lista dos desaparecidos da ditadura de 1964. Os órgãos responsáveis pelas prisões admitiram que ele tinha sido preso, mas o estudante não foi visto por outros presos. A família não sabe o que aconteceu com ele.
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