Para além da disputa pelo comando da Câmara dos Deputados, estão os outros 10 cargos distribuídos entre os partidos. Cada vaga tem uma função específica e interesses particulares envolvidos. Ao todo, as nomeações de comissionados a que a Mesa Diretora terá direito custarão R$ 22,9 milhões. A cifra na casa dos oito dígitos, no entanto, não é o maior desejo dos concorrentes. A principal briga em curso diz respeito ao poder de decisão que cada posto detém. Entre os futuros ocupantes estão empresários, agricultores e alguns parlamentares que colecionam registros em processos judiciais. Pelo menos em dois postos, a segunda-vice-presidência e a segunda secretaria, haverá disputas internas.
Leia mais notícias em PolíticaO vice-presidente da mesa deve ser o paranaense André Vargas, secretário de Comunicação do PT. O petista conquistou a indicação do partido ao cargo graças aos anos em que se dedicou a traçar estratégias de defesa pública do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de alguns colegas réus no julgamento do mensalão, como José Dirceu. Integrante da bancada empresarial da Câmara, Vargas é um dos que atribui à “mídia” toda a culpa pela imagem negativa do Legislativo. Saiu em vantagem na indicação da legenda também por ter um bom relacionamento com peemedebistas, especialmente com Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), candidato favorito à presidência da Casa. O posto que Vargas assume hoje coloca ainda em suas mãos a substituição imediata de Renan Calheiros (PMDB-AL) no comando do Congresso.
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