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Primeiro desafio de presidentes do Senado e da Câmara é destravar Orçamento Sessão conjunta analisará a previsão de gastos do governo federal, que está pendente desde o fim de 2012. Aprovação da peça será teste para os novos presidentes da Câmara e do Senado

Karla Correia

Juliana Colares

Publicação: 05/02/2013 06:17 Atualização:

Renan ao lado do presidente do STF, Joaquim Barbosa: decisão do Supremo levou o Congresso a adiar votação (Iano Andrade/CB/DA Press)
Renan ao lado do presidente do STF, Joaquim Barbosa: decisão do Supremo levou o Congresso a adiar votação


Homenageados com salvas de tiros de canhão e tropas perfiladas na solenidade de reabertura dos trabalhos do Congresso, os novos presidentes da Câmara e do Senado se preparam para o primeiro teste de fogo de sua relação com o Palácio do Planalto, hoje, com a tentativa do governo de destravar a votação do Orçamento Geral da União deste ano.

A sessão conjunta do Congresso para apreciar o Orçamento foi anunciada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e está marcada para as 17h. Até lá, o governo terá de criar ambiente para derrubar a obstrução prometida pela bancada da oposição, que defende a votação do Orçamento somente depois de apreciados os cerca de 3 mil vetos presidenciais que aguardam o posicionamento da Casa. “Alguém vai deixar de apreciar os vetos dos royalties, que são de interesse de todos os estados, para votar o Orçamento? Quero saber se a pressão do governo será maior que a vontade dos estados”, desafiou o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO).

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Para tanto, o Planalto terá que apaziguar a própria base de sustentação, que aproveita o atraso na votação do Orçamento para cobrar a liberação de emendas parlamentares ainda relativas a 2012. “Se não teve empenho das emendas por algum problema do governo ou dos ministérios, podemos reabrir essa discussão para buscar honrar os acordos”, disse ontem a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Paulo Costa
Realmente, deve ser muito difícil, quiçá impossível, nosso Congresso aprovar o Orçamento. Acredito que essa é uma das mais importantes funções do Congresso, será que não receberam seus 13º, 14º e 15º Salários para isso (esses não atrasam nunca), não gozaram o "pequeno" recesso e as "merecidas" férias | Denuncie |

Autor: Paulo Ramon
O poder executivo federal fica emperrado - sem conseguir fazer as ações planejadas - com o adiamento da votação do orçamento. Enquanto isso o Congresso só volta depois do Carnaval e o país não cresce. | Denuncie |

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