O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, está fazendo um circuito de visitas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar convencê-los a derrubar a liminar que obriga o Congresso a analisar mais de 3 mil vetos presidenciais em ordem cronológica. Nesta sexta-feira (15/2), ele foi ao gabinete da ministra Rosa Weber para entregar memoriais sobre o assunto.
Em petição apresentada ontem ao STF, a União argumenta que a liminar concedida pelo ministro Luiz Fux no final do ano passado é prejudicial ao interesse público, podendo gerar prejuízos de mais de R$ 470 bilhões, além de criar insegurança jurídica. “Eu acho que o Supremo sempre mostrou sensibilidade nessas questões, em todas as questões, eu não vejo que nesse caso será diferente”, disse Adams nesta sexta-feira.
Para o advogado-geral, a Corte deve decidir o assunto o quanto antes para evitar insegurança jurídica. “O principal para nós é o plenário, como conjunto, dar uma decisão. Porque daí eu tenho uma decisão mais definitiva”, disse, ao deixar o gabinete de Rosa. Adams acredita que o Congresso deve esperar a palavra final do Supremo antes de votar o Orçamento 2013, pois isso pode evitar futuros questionamentos na Justiça.
Leia mais notícias em PolíticaO ministro disse que ainda não conversou com Fux depois de ter apresentado petição ontem, mas pretende fazê-lo na próxima segunda-feira (18/2). De acordo com o gabinete de Fux, o mandado de segurança ainda não está pronto para ir a plenário. Quando liberado, cabe ao presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, pôr o processo em pauta. Adams disse que também pretende falar com Barbosa.
No final do ano passado, Fux concedeu liminar em um mandado de segurança do deputado Alessandro Molon (PT-RJ) para bloquear a apreciação dos vetos na lei dos royalties do petróleo. Fux determinou que o assunto fique suspenso enquanto o Congresso não votar mais de 3 mil vetos pendentes em ordem cronológica. Segundo a Constituição, o Congresso tem 30 dias para apreciar os vetos presidenciais, sob pena de trancamento da pauta, o que nunca foi respeitado.
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