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Lula e FHC intensificam embates públicos a dois anos da disputa ao Planalto O último confronto direto nos palanques foi em 1998 e, desde então, os ex-presidentes mantêm os embates públicos. A menos de dois anos da disputa ao Planalto, eles intensificam as críticas às gestões tucana e petista

Karla Correia

Publicação: 04/03/2013 06:33 Atualização: 04/03/2013 14:07

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o seminário do PT em Fortaleza, na última quinta-feira, para fazer uma mea culpa do partido em relação ao mensalão. “Somos seres humanos, alguns de nós podem cometer erros, é verdade.” Dito isso, voltou as baterias para a oposição. “Nós não vamos permitir que ninguém jogue em cima de nós a pecha que eles carregaram a vida inteira do jeito de fazer política”, afirmou. Na mira estava o antecessor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem trava uma batalha verbal. A 19 meses do pleito de 2014, as discussões públicas já dão o tom do que será o embate em torno da sucessão presidencial.

'Ele (Lula) está tão ligado às coisas do governo que dá impressão de que é um presidente adjunto. Não acho que isso seja institucionalmente bom' 

FHC, em seminário de homenagem a Pedro Malan, em 22 de fevereiro (José Varella/CB/D.A Press - 28/5/02)
"Ele (Lula) está tão ligado às coisas do governo que dá impressão de que é um presidente adjunto. Não acho que isso seja institucionalmente bom" FHC, em seminário de homenagem a Pedro Malan, em 22 de fevereiro

A antecipação da disputa presidencial trouxe Lula e Fernando Henrique de volta como protagonistas na arena política, 15 anos depois da última vez que se enfrentaram diretamente nos palanques, nas eleições de 1998. Eleito em 2002, Lula ganhou musculatura política e se tornou o maior cabo eleitoral do PT na última década. Vitorioso em 1998, Fernando Henrique seguiu caminho inverso e passou a ser escondido por seu partido, o PSDB, nas campanhas presidenciais seguintes. Nunca perdeu, contudo, o papel de articulador político dentro da legenda. “Esconder FHC foi um erro estratégico que custou muito caro ao PSDB e, agora, o partido está concentrado em recuperar esse legado de oito anos de governo tucano sob o comando dele”, diz um cacique tucano próximo a FHC.

'Eu acho que Fernando Henrique Cardoso deveria, no mínimo, ficar quieto. Acho que, neste país, cada um fala o que quiser e responde pelo que fala'

Lula, em lançamento de livro, no último 26 de fevereiro (Enrique De La Osa/Reuters)
"Eu acho que Fernando Henrique Cardoso deveria, no mínimo, ficar quieto. Acho que, neste país, cada um fala o que quiser e responde pelo que fala" Lula, em lançamento de livro, no último 26 de fevereiro


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