Os governos do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo entraram com ações nesta sexta-feira (15/3), no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a derrubada da lei que redistribui os roylties do petróleo entre as unidades da Federação. Os processos foram protocolados hoje, no mesmo dia em que a legislação foi publicada no Diário Oficial da União. Os dois primeiros estados protocolaram as ações pela manhã, enquanto São Paulo acionou o STF no fim da tarde.
Os três estados pedem uma liminar para que o Supremo suspenda os efeitos da lei até a análise definitiva das ações, sob o argumento de que há uma excepcional urgência na questão. A ministra Cármen Lúcia foi sorteada relatora dos processos. Ainda não há previsão de quando ela tomará a decisão.
O projeto havia sido enviado na quinta-feira (14/3) pelo Congresso para a presidente Dilma Rousseff, que promulgou a lei imediatamente. Os dois principais estados produtores de petróleo já estavam com as ações prontas, aguardando apenas a publicação da norma para protocolarem os pedidos na Suprema Corte.
Na ação direta de inconstitucionalidade do Rio de Janeiro, o constitucionalista e procurador do Estado Luís Roberto Barroso alerta que a lei acarreta em um prejuízo imediato de R$ 1,6 bilhões para os cofres do Rio, “beirando a inacreditável marca de R$ 27 bilhões até 2020”. “Ademais, as vinculações orçamentarias fariam com que, em 2013, restassem apenas R$ 300 milhões disponíveis para custeio de diversos programas sociais”, destaca o pedido do Rio.
O documento, assinado por Barroso, acrescenta que a nova lei dos royalties modifica de forma “drástica e súbita” o sistema de distribuição das participações governamentais, produzindo um “desequilíbrio orçamentário” e observa que coloca sob ameaça os recursos para os eventos esportivos que terão o Rio como sede. “O equilíbrio das contas estaduais restaria severamente ameaçado, assim como a capacidade do Estado de honrar seus compromissos constitucionais, legais e contratuais — inclusive aqueles decorrentes do refinanciamento da dívida estadual junto à União e do esforço para a Copa do Mundo FIFA 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016”, destaca a ação.
Leia mais notícias em Política
O argumento usado pelo governo de São Paulo é de que o novo modelo de partilha dos royalties terá interferência sobre contratos que estão em vigor. "Requer o proponente a concessão de medida cautelar, suspensiva de sua execução, com a finalidade de impedir que as novas regras de partipações governamentais advindas da exploração do petróleo sejam aplicadas aos contratos já firmados", destaca a ação do governo de São Paulo.
Esta matéria tem: (4) comentários
Autor: Rogério Galhardi
Por que ninguém faz qualquer alusão à partilha dos royaties das demais fontes que estes geram em todo o território nacional? Por que só querem a partilha dos royalties do petróleo??? | Denuncie |
Autor: Messias Cassemiro cassemiro
Estados produtores querem o bolo todo da Petrobrás. Vão provocar divisões internas quanto aos demais bens que são produtos acentuados de outros estados, cuja exploração e lucros recebem de graça. Volta Redonda, sempre existiu, em função dos minérios de MG, e cadê os lucros para o estado produtor? | Denuncie |
Autor: Everardo Luz Magalhães
Essa ação é uma verdadeira piada de incompetência jurídica, será uma das principais do anedotário. O que compromete é a roubalheira, por acaso com essa dinheirama p/ o RJ e ES, os serviços públicos lá são melhores, saúde, educação, segurana? Com ou sem essa grana, PIOR DO QUE TÁ NÃO FICA! Né Tiririca | Denuncie |
Autor: alberico cavalcante
O RJ estava se apropriando indevidamente da parte dos royalties dos outros estados. A lei dos royalties promulgada agora pela Dilma é totalmente constitucional. O STF com certeza vai julga-la constitucional como de fato ela o é. O RJ e ES tem que se contentar com o rateio dos royalties. | Denuncie |