política
  • (2) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Cardozo considera reuniões com lobistas acusados de pagar propina Em audiência no Senado, ministro da Justiça confirma a possibilidade de ter se encontrado com empresários acusados de pagar propina e de participar de esquema de cartel dos trens

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Publicação: 04/12/2013 06:00 Atualização: 04/12/2013 08:13

Líderes da oposição cobraram explicações de Cardozo durante audiência na CCJ do Senado (Geraldo Magela/Agência Senado)
Líderes da oposição cobraram explicações de Cardozo durante audiência na CCJ do Senado


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, admitiu ontem, durante audiência no Senado, que pode ter se encontrado com dois lobistas acusados de pagar propinas a políticos do PSDB e investigados por envolvimento no cartel dos trens em São Paulo. Como adiantou o Correio no último sábado, Cardozo se encontrou, segundo o advogado de um dos investigados, Arthur Teixeira, com os lobistas pelo menos duas vezes em Brasília, em 2003. “Eu não me lembro, até porque o setor metroviário não é meu ramo de atuação.” Arthur Teixeira negou que tenha pagado propinas a tucanos. Ele é dono da Procint Consultoria. O outro lobista seria Sérgio Meira Teixeira, falecido em 2011, então proprietário da Constech.

Os questionamentos foram feitos pelo líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP). O tucano chegou a afirmar que, se Arthur era de fato um consultor, estaria sendo perseguido de forma injusta. E se é um pagador de propinas, como consta na denúncia apócrifa entregue ao ministro, caberia a Cardozo explicar exatamente o que ocorreu, em vez de dizer que não se lembra. E acrescentou que, nas duas hipóteses, o ministro deveria se sentir na obrigação de deixar o cargo. “Eu posso até ter me encontrado. Eu vi as fotos do Arthur. Não me lembro, mas me encontrei com muita gente ao longo destes anos. De qualquer maneira, isso nada alterou os trabalhos porque a denúncia está sendo investigada da mesma forma”, garantiu o ministro.

Leia mais notícias em Política

Durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Cardozo também foi cobrado pelos tucanos, tanto pelo líder Aloysio Nunes Ferreira (SP) quanto pelo senador Álvaro Dias (PR) sobre as razões pelas quais as investigações feitas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Polícia Federal estão concentradas apenas em São Paulo, e não nos contratos firmados pela Siemens com o governo federal. “Os nomes dos executivos da Siemens que assinaram o acordo de leniência com o Cade — Nelson Marchetti, Newton Duarte, Jan Malte Orthmann, Daniel Mischa Leibold e Everton Rheinheimer — aparecem no Diário Oficial da União como signatários da empresa alemã em pelo menos 33 outros contratos firmados com estatais federais nos últimos 10 anos”, alertou Aloysio.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: José Alencar
O problema desse ministro é que ele está ocupado demais para se preocupar com segurança pública, o verdadeiro problema enfrentado pela população no seu cotidiano. | Denuncie |

Autor: GILMAR DA SILVA
O FISCAL DA LEI É obvia ao brasileiro mediano o contraste entre a luta que trava pelo seu bem estar e a zona de conforto que corruptos usurpam do erario publico. À Republica urge uma reforma politica realista nos moldes constitucionais. Ao contrario usará sua criatividade: a espada de Damocles! | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.