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Governo ainda resiste em empenhar emendas parlamentares antes do fim do ano Parlamentares reclamam do baixo empenho de emendas, mas esperam que o Planalto libere recursos na segunda-feira

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Andre Shalders - Correio Braziliense

Publicação: 28/12/2013 07:00 Atualização: 28/12/2013 07:19

A três dias do término de 2013, o governo ainda resiste em empenhar as emendas parlamentares de deputados e de senadores. Nem mesmo o fato de o país estar às vésperas do ano eleitoral, o que obriga, em tese, a presidente Dilma Rousseff a tratar com mais carinho a base aliada, fez com que o ritmo de disponibilização dos recursos atingisse patamares mais elevados. Proporcionalmente falando, o PTB, que conseguiu empenhar R$ 55,79 milhões em emendas (61,63% de tudo que apresentou ao Orçamento), foi o partido mais contemplado. Ainda assim, a legenda reclamou. “O pré-ano eleitoral não sensibilizou o governo. Se ele estivesse sensível, tinha resolvido mais rapidamente essas pendências com a base”, reclamou o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO).

A partir de dados levantados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) pela liderança do DEM na Câmara, PT e PMDB, os dois maiores partidos na coalizão governista, foram aqueles que mais tiveram emendas empenhadas em valores absolutos: R$ 150,94 milhões e R$ 150,59 milhões, respectivamente. Em números percentuais, os petistas tiveram 50,81% de êxito e os peemedebistas, 55,83%, de tudo o que pediram ao longo do ano.

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O PMDB protagonizou com o governo uma queda de braço em relação à peça orçamentária de 2014. Comandado pelo deputado Eduardo Cunha (RJ), a legenda ameaçou bloquear a votação caso o governo vetasse o orçamento impositivo previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). “Esse é um projeto muito caro ao PMDB e ao presidente (da Câmara) Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e vamos lutar de todas as maneiras para viabilizar a sua implantação”, disse Cunha ao Correio, dois dias antes de Dilma prometer que não vetaria nenhum dispositivo da LDO, o que acabou por se confirmar nesta semana.

Primeira legenda a, oficialmente, anunciar apoio à reeleição de Dilma Rousseff, o PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kasssab, também está insatisfeito com os rumos que a liberação tem tomado até o momento. O líder do partido na Câmara, André Sciarra (PR), ainda tenta manter um tom esperançoso, lembrando que as emendas poderão ser empenhadas até a segunda-feira, dia 30, mas sem disfarçar a contrariedade: “Até o momento, o resultado do empenho ficou aquém da expectativa da bancada”, protestou.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: dimas moreira
Emenda Parlamentar é algo que deve ser banido em virtude de não apresentar critério técnico. | Denuncie |

Autor: Denisar belvedere
Já que a confiança na honestidade de nossos políticos está abaixo de zero, seria oportuno perguntar se o dinheiro dessas emendas, entregue de mão beijada aos ilustres parlamentares, tem uma fiscalização efetiva por parte do executivo quanto à sua real destinação. Ou é pedir muito? | Denuncie |

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