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Alianças regionais do PSB não têm coerência, diz Luiza Erundina A deputada, que é lembrada nos bastidores como possível candidata ao governo de São Paulo nas eleições deste ano, não confirmou se estaria disposta a enfrentar as urnas

Tércio Amaral

Publicação: 06/01/2014 16:10 Atualização:

Apesar das críticas, deputada diz que Eduardo Campos tem vontade de 'fazer diferente' (Carlos Moura/CB/D.A Press)
Apesar das críticas, deputada diz que Eduardo Campos tem vontade de "fazer diferente"

Depois da aliança de seu partido com o PSDB de Pernambuco, que até então ocupava a liderança da oposição ao governo de Eduardo Campos na Assembleia Legislativa, a deputada federal Luiza Erundina (SP) criticou a movimentação da legenda e disse que não existe “coerência política” nas alianças regionais do PSB. As costuras estão sendo feitas para dar consistência ao palanque de Campos, virtual candidato à Presidência da República, nas eleições de 2014.

"A certeza que tenho é que não há coerência política a ponto de se conseguir dar unidade a alianças que podem ser reproduzidas no resto do país", disse a deputada ao jornal Folha de S. Paulo. Apesar das ressalvas, ela diz que Campos "tem o desejo de fazer as coisas de maneira diferente". A deputada também falou das possíveis alianças do partido com o PSDB em outros estados, além de Pernambuco, como Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul e São Paulo.

“Isso já está dado. O processo já andou tanto, as conversas já se deram com tanta frequência e não passaram pelas direções partidárias. Marina Silva insiste em encaminhar as coisas de outra forma, mas é uma tentativa muito recente. A junção entre PSB e Rede é salutar, é a construção coletiva de um processo novo e vamos acumular para, se não for nessa eleição, introduzir algo novo num futuro que espero ser próximo”, assinalou.

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A deputada, que é lembrada nos bastidores como possível candidata ao governo de São Paulo nas eleições deste ano, não confirmou se estaria disposta a enfrentar as urnas. O presidente estadual do partido em São Paulo, o deputado Márcio França, articula há meses um acordo para ser vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB). Interlocutores de Eduardo Campos garantem que hoje esta possibilidade é “zero”.

“Defendo candidatura própria junto com a Rede para construir uma nova força política e quebrar a polarização PT-PSDB, que é artificial, já que os dois partidos têm muita identidade do ponto de vista de alianças e propostas políticas. Precisamos introduzir novos elementos para renovar a política brasileira. Essa história de palanque duplo, palanque triplo é um absurdo, é contribuir para esse quadro político caótico”, completou.

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