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Começa a temporada de especulações de nomes para a reforma ministerial Com a proximidade da reforma ministerial, nomes de substitutos são lançados apenas como balão de ensaio. Sucessão de Mercadante na Educação é uma das mais disputadas

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Publicação: 09/01/2014 07:02 Atualização: 09/01/2014 08:34

Petistas de São Paulo defendem que a ministra da Cultura, Marta Suplicy, seja a substituta de Mercadante (Agência Brasil/Divulgação)
Petistas de São Paulo defendem que a ministra da Cultura, Marta Suplicy, seja a substituta de Mercadante


Com a reforma ministerial concentrada na cabeça da presidente Dilma Rousseff, a temporada de especulações e apresentações de nomes, muitas vezes com o intuito de “fritar” companheiros, aumenta a cada dia em Brasília. De malas prontas para a Casa Civil, no fim deste mês, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disputa com setores do PT a primazia de indicar o nome do próprio sucessor. Ele defende a nomeação do atual secretário executivo da pasta, José Henrique Paim, para sucedê-lo. Petistas apoiam Marta Suplicy, atual ministra da Cultura, sob o argumento de que ela teria mais peso político para ocupar uma pasta importante.

Mais do que isso. A ascensão de Marta seria importante, na avaliação de alguns militantes paulistas, para azeitar o PT em São Paulo, uma vez que ainda teria prestígio junto à militância e poderia dar um upgrade na campanha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que conta com um nível de conhecimento baixo no eleitorado e que sofre com a baixa popularidade do prefeito da capital, Fernando Haddad.

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Embora discretamente, Marta não tem desestimulado a campanha a seu favor. Ela sabe que ainda tem peso eleitoral no partido, mas que precisa do discurso dos correligionários, uma vez que, no Palácio do Planalto, a opção por ela não seja a primeira na lista de escolhas da presidente. Desde que chegou à primeira vez ao Executivo federal, ainda durante o governo Lula, Marta sempre deixou implícito que ambicionava pastas mais estratégicas ou com orçamentos mais robustos, como a própria Educação ou o Ministério das Cidades.

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