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"Rolezinhos" devem impactar na política cultural para jovens, diz ministra Marta Suplicy fez a declaração após participar do lançamento do cartão vale-cultura para funcionários do Banco do Brasil

Agência Brasil

Publicação: 17/01/2014 16:04 Atualização:

São Paulo – A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse nesta sexta-feira (17/1) que os “rolezinhos” devem impactar na política do ministério para a juventude. “Em novembro, quando a gente teve a conferência de cultura, falamos em fazer um grande encontro da cultura com a juventude. O ministério já está trabalhando nisso. Estamos avaliando como fazer, porque era uma ideia e, agora, com essa história de “rolezinho”, temos que adaptar um pouco”, declarou a ministra após participar do lançamento do cartão vale-cultura para funcionários do Banco do Brasil, na capital paulista.

Ela informou que o encontro deve ocorrer entre fevereiro e março deste ano. A ministra acredita que essa será uma oportunidade para entender o que os jovens desejam da área da cultura, especialmente os mais pobres. “[Queremos escutar a juventude] que compra o tênis de marca, mas não vai a um cinema. Ou nem sabe o quão legal é fazer uma visita guiada a um museu e entender um pouco as coisas que acontecem nas artes”, disse.

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Com formação em psicologia, a ministra considera os “rolezinhos” uma questão complexa. “Tem muito a ver com ser adolescente. Poder ter coisas que nunca teve, como um celular 3G, tênis de marca, camiseta do ídolo de futebol e poder se exibir nos lugares que nunca foi. Como psicóloga, consigo entender isso muito bem, agora tem um significado mais amplo, que nós temos que avaliar [no ministério]”, declarou.

Ela destacou que não considera a política de editais a mais adequada para esse segmento. “Tem que pensar o novo. E o novo nós não sabemos qual é. Vamos saber com eles o que eles acham importante”, disse. Segundo a ministra, a proposta do órgão é democratizar o acesso aos bens culturais e para isso é necessário chegar aos jovens. “Quem só consegue comprar o tênis da marca, tem que conseguir usufruir da cultura de outra forma. Arrumar um jeito de isso acontecer é que vai ser a nossa ação”.

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