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Primeira sessão do ano para votação de vetos começa com pequeno tumulto Depois de um empurra-empurra e da intervenção de alguns deputados, os manifestantes começaram a ter a entrada liberada aos poucos

Agência Brasil

Publicação: 18/02/2014 21:31 Atualização:

Começou há pouco a primeira sessão do ano, no Congresso Nacional, para análise de vetos presidenciais. Deputados e senadores decidirão hoje (18) sobre a manutenção ou derrubada de quatro vetos da presidenta Dilma Rousseff a projetos aprovados pelos parlamentares. O mais polêmico deles é o que facilita a criação de novos municípios, que foi vetado pelo governo sob o argumento de que a nova lei aumentaria as despesas públicas.

Pouco antes da abertura da sessão, pequeno tumulto foi registrado em um dos acessos ao prédio principal da Câmara, onde a votação ocorrerá. Um grupo de manifestantes municipalistas queria entrar para acompanhar a sessão das galerias do plenário, mas foi barrado pela Polícia Legislativa.

Depois de um empurra-empurra e da intervenção de alguns deputados, os manifestantes começaram a ter a entrada liberada aos poucos - dez de cada vez. Segundo a diretoria de Polícia Legislativa, a contenção foi feita para organizar a entrada deles, uma vez que o acesso às galerias é lento e inclui a passagem por detector de metais e retenção de bolsas e pertences.

Para o deputado Amaury Teixeira (PT-BA), a Câmara passou a adotar postura “extremada”, depois que o plenário da Casa foi invadido duas vezes por manifestantes. Ele foi um dos que interviu para que a entrada fosse liberada aos populares. “Desde as 14h eles estão no [Auditório] Nereu Ramos, a Casa sabia, as duas mesas diretoras sabiam que eles estavam lá. É muito desagradável a gente ter que fazer esse tipo de intervenção para as pessoas entrarem. A Casa tem que entender que a galeria existe para ser usada, e não há porque temermos galerias cheias”, alegou.

Indignado por ter sido barrado, o vereador da cidade de Itupirá (PA), Elias Lopes da Cruz, disse que há 12 anos luta pela emancipação do distrito de Cruzeiro do Sul, onde vive. “As pessoas vêm de 1.800 km de distância para chegar na casa do povo e passar por uma humilhação dessa”, reclamou.

Depois do pequeno tumulto, entretanto, as galerias foram sendo ocupadas e já estavam com os 200 lugares quase lotados no início da sessão. A votação será aberta, e o resultado será apresentado no painel logo em seguida. Antes, contudo, deputados e senadores farão discursos a favor e contra o veto da presidenta.
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