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Indefinição na reforma ministerial mantém R$ 72 bi parados na Esplanada A indecisão palaciana afetou o ritmo da máquina pública

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Publicação: 05/03/2014 06:45 Atualização: 04/03/2014 23:01

Dilma Rousseff e Michel Temer conversaram antes do feriado sobre a nova geografia partidária da Esplanada, que interfere na aliança entre PT e PMDB  (Breno Fortes/CB/D.A Press - 3/2/14)
Dilma Rousseff e Michel Temer conversaram antes do feriado sobre a nova geografia partidária da Esplanada, que interfere na aliança entre PT e PMDB


A demora da presidente Dilma Rousseff em completar a reforma ministerial — algo que interlocutores garantem que estará resolvido até a primeira quinzena de março — não tem provocado apenas angústia nos partidos políticos e nos candidatos a ministro. A indecisão palaciana afetou o ritmo da máquina pública. São, ao todo, R$ 22 bilhões à espera da definição dos novos titulares das pastas. Se nessa conta for incluída a Secretaria de Portos — que não tem um orçamento expressivo, mas comandará investimentos, nos próximos anos, de R$ 50 bilhões —, a conta sobe para R$ 72 bilhões.

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De acordo com interlocutores que frequentam o Planalto, Dilma deve aproveitar o feriado de carnaval em Aratu (BA) para concluir o novo desenho do mapa ministerial. Na última quinta, antes de embarcar para a Bahia, ela se reuniu com o vice-presidente da República, Michel Temer, para passar em revista as alianças estaduais entre PT e PMDB e avaliar quais as soluções para acomodar o partido na Esplanada. Nesse processo, voltou à pauta o nome do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), relegado a segundo plano após ser cotado para o Ministério da Integração Nacional em setembro. Mas ainda existem mais dúvidas do que certezas nessas negociações.

Entretanto, segundo fontes palacianas, é urgente a necessidade de uma definição. Dilma queria ter concluído a reforma em dezembro para que, em janeiro e em fevereiro, os novos titulares das pastas tivessem compreendido o funcionamento da máquina, e o governo deslanchasse novamente a partir de março, logo após o carnaval. Todo esse planejamento caiu por terra. Para agravar a situação, os respectivos empenhos orçamentários só poderão acontecer até junho, por conta do calendário eleitoral. Depois dessa data, só terão continuidade as obras e os projetos já iniciados.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: helio santos
na minha opinião, O PMDB, DEVERIA ENTREGAR TODOS OS CARGOS NOS MINISTERIOS, E DEIXAR DE FICAR MENDIGANDO UM MINISTERIO AQUI OUTRO ALI, E LANÇAR SEUS PLANOS DE GOVERNO, E DEIXAR O PT DE LADO PRA VER O QUE VÃO FAZER, NUNCA FIZERAM NADA. | Denuncie |

Autor: Ernani oliveira
O PMDB DEVERIA TER VERGONHA NA CARA E CAIR FORA DESSA COLIGAÇÃO!!! CHEGA DE FICAR NA SOMBRA DESSE PT!!! COMO FILIADO AO PMDB, SINTO VERGONHA!!! | Denuncie |

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