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"Tentar me isolar é isolar a bancada do PMDB", diz Eduardo Cunha no Twitter A presidente Dilma demonstrou que realmente quer isolar o líder do PMDB, ao não convidá-lo para as reuniões do Planalto sobre reforma ministerial e palanques

Publicação: 10/03/2014 13:11 Atualização:

Após ser isolado de qualquer decisão referente à reforma ministerial ou às composições de palanques estaduais, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ) afirmou pelo Twitter que excluído das negociações é isolar tambem toda a bancada peemedebista. Na manhã desta segunda-feira (10/3), a presidente Dilma Rousseff se reuniu com a cúpula do partido, mas Cunha não recebeu nenhum convite.

“É bom deixar claro que eu só expresso e só expressarei o que a bancada pensa e decide. Logo, tentar me isolar é isolar a bancada do PMDB”, escreveu no microblog. Hoje, Dilma esteve com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), e o presidente da sigla, senador Valdir Raupp (RO).

Dilma e o vice Michel Temer anteciparam nesse domingo (9/3) o retorno de viagens à Bahia e ao interior de São Paulo, respectivamente, para alinhavar um acordo que colocasse PMDB, PT e Planalto em um mesmo tom, depois do descompasso das últimas semanas. A crise chegou à troca de acusações e ofensas entre o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e o presidente petista, Rui Falcão.

Mais alfinetadas pelo Twitter: 'só expressarei o que a bancada pensa e decide' (Reprodução/Twitter)
Mais alfinetadas pelo Twitter: "só expressarei o que a bancada pensa e decide"


As reuniões em série, no entanto, ampliaram a irritação da bancada de deputados peemedebistas, que pleiteavam a participação do parlamentar fluminense e do presidente em exercício da legenda, Valdir Raupp, das costuras ministeriais e eleitorais.

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Além de mais um ministério para os peemedebistas, os maiores conflitos entre PT e PMDB estão na definição de palanques de cinco estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Paraná e Rio Grande do Sul. A guerra entre Cunha e o Planalto azedou de vez a relação desde o fim de janeiro, quando a presidente sugeriu que um senador peemedebista ficasse à frente de um ministério comandado por um peemedebista da Câmara — a oferta do Ministério do Turismo a Vital do Rêgo (PB) foi repetida ontem. Os deputados, que já estavam insatisfeitos, entenderam que perderiam mais espaço no governo. Cunha reuniu outros descontentes com a articulação política do Planalto e criou o blocão para marcar posição na Casa.

Os rebeldes do PMDB questionam a autonomia do partido dentro do governo. O fato de a presidente ter escolhido apenas o vice-presidente Michel Temer como interlocutor do partido desanimou os parlamentares. A desconfiança é de que, ao discutir apenas com o vice, a presidente tenha mais facilidade para colocar panos quentes na situação.

Com informações de Grasielle Castro e Paulo de Tarso Lyra
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