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Governo tenta desarticular bloco de 250 políticos com nomeações e emendas Dilma nomeia seis ministros e acelera liberação de emendas parlamentares para estancar as seguidas derrotas sofridas no Congresso. Planalto também ensaia aproximação com o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Grasielle Castro - Correio Braziliense

Naira Trindade

Publicação: 14/03/2014 06:00 Atualização:

O governo abriu o cofre das emendas parlamentares — foram mais de R$ 4 milhões pagos entre 8 e 11 de março — e agilizou a caneta nas nomeações de cargos, indicando seis ministros de uma só vez para a Esplanada. O pacote completo é uma tentativa de desarticular o blocão de 250 deputados e reverter a surra política que levou nos últimos dias no parlamento, com a convocação de ministros para depor no Congresso e a criação de uma comissão externa para investigar suspeitas de propinas pagas pela Petobras.

Para completar, o Planalto alterou a estratégia em relação ao líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ): em vez do enfrentamento direto, como defendido pela própria presidente no início da semana, ensaia-se, a longo prazo, uma reaproximação, para não perder o apoio da segunda maior bancada da Casa. “Não dá para tentar simplesmente isolar o Cunha. Dilma percebeu que ele tem poder de incendiar a Câmara”, reconheceu um líder alinhado à presidente.

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No fim da tarde de ontem, a Secretaria de Comunicação divulgou uma nota com os nomes dos seguintes novos ministros: Neri Geller (Agricultura); Vinicus Lages (Turismo); Gilberto Occhi (Cidades); Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário); Clélio Campolina Diniz (Ciência e Tecnologia); e Eduardo Lopes (Pesca). No Diário Oficial de hoje, também aparecerá a nomeação de Beto Vasconcelos como chefe de gabinete da presidente. Giles Azevedo deixa o cargo para dedicar-se à campanha de reeleição de Dilma. A solenidade de posse será na próxima segunda-feira, às 10h.

Geller foi indicado, apesar da imensa irritação sentida por Dilma ao saber que o futuro ministro, antes mesmo de ser confirmado no cargo, foi à Câmara “beijar a mão de Eduardo Cunha”, nas palavras de um interlocutor palaciano, para, logo depois, dar uma entrevista em pleno salão verde. “Dilma também ficou possessa com Antonio Andrade (ministro que deixa o cargo) por ter levado o sucessor por esse périplo”, confirmou um peemedebista histórico.

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Autor: Fausto Jose de Oliveira
Que democracia e esta onde se implanta a negociata no lugar da negociação? Onde quem está no poder pode tudo, em detrimento de quem pensa diferente? Leis boas e justas, não precisam de nenhum tipo de fisiologismo. | Denuncie |

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