política
  • (1) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Mais parlamentares e funcionários perpetuaram as gambiarras no Congresso Ao longo das últimas décadas, com o aumento do número de parlamentares e de funcionários, Câmara e Senado promoveram alterações nos prédios, como puxadinhos nos gabinetes e salas provisórias que se perpetuaram

Naira Trindade

Publicação: 16/03/2014 08:00 Atualização: 15/03/2014 21:45



Amante das curvas, dos traçados livres e do espaço vazio, Oscar Niemeyer projetou o Congresso Nacional. Arquiteto renomado, criou uma planta única, inovadora, que destoava de todos os palácios tradicionais — de famílias reais — que marcavam a época, na década de 1950. Pela primeira vez no Brasil, parlamentares da Câmara e do Senado seriam unidos em um só prédio. E teriam que aprender ali a circular pelo mesmo espaço.

Oscar Niemeyer esperava que os prédios do anexo 1 da Câmara dos Deputados e do Senado tivessem livre comunicação pelos 14º, 15º e 16º andares. A rota de fuga entre os dois prédios -- que, em 2011, já serviu de puxadinho para os senadores Renan Calheiros e Gim Argello -- continua trancada e sem acesso ( Iano Andrade/CB/D.A Press)
Oscar Niemeyer esperava que os prédios do anexo 1 da Câmara dos Deputados e do Senado tivessem livre comunicação pelos 14º, 15º e 16º andares. A rota de fuga entre os dois prédios -- que, em 2011, já serviu de puxadinho para os senadores Renan Calheiros e Gim Argello -- continua trancada e sem acesso

Leia mais notícias em Política

Sem lugar para instalar a sala de reuniões Artur da Távola, da liderança do PSDB, o partido fez um puxadinho no corredor entre o painel de Athos Bulcão, no primeiro andar da Câmara dos Deputados. O que seria passageiro já tem mais de uma década de ocupação ( Iano Andrade/CB/D.A Press)
Sem lugar para instalar a sala de reuniões Artur da Távola, da liderança do PSDB, o partido fez um puxadinho no corredor entre o painel de Athos Bulcão, no primeiro andar da Câmara dos Deputados. O que seria passageiro já tem mais de uma década de ocupação
Oscar Niemeyer previa uma ocupação adensada no Congresso. Antes mesmo da inauguração, estudou a ampliação da construção para comportar — à época, em meados de 1957 a 1960 — os 389 parlamentares: 63 senadores e 326 deputados. Construiu o anexo 4, ligado ao principal edifício em grande estilo, com luxuosa passagem entre as casas. Só não conseguiu antecipar que a medida não seria suficiente para tantos cargos e que os vãos, típicos das obras dele, acabariam ocupados por salas de lideranças, reuniões, postos médicos, gabinetes, lojas.

Criada para receber as reuniões da Mesa Diretora e a TV Câmara, a 'repaginação' do projeto de Oscar Niemeyer espreme, com paredes de gesso, as colunas que sustentam o edifício. Uma das portas fica ao lado da torre de concreto, dificultando, por exemplo, o acesso de cadeirantes ( Iano Andrade/CB/D.A Press)
Criada para receber as reuniões da Mesa Diretora e a TV Câmara, a "repaginação" do projeto de Oscar Niemeyer espreme, com paredes de gesso, as colunas que sustentam o edifício. Uma das portas fica ao lado da torre de concreto, dificultando, por exemplo, o acesso de cadeirantes


A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Paulo Costa
A solução é simples, a redução do número de Senadores e Deputados ,e de seus nababescos gabinetes, profissionalizando-os como nos países sérios. Acabar, ainda, com as "mordomias" na Câmara e no Senado. Aliás, dois Partidos apenas como os EUA e outros países adiantados, seria mais que suficiente. | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas