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Prefeito de Correntes, Edimilson da Bahia (PSB), pode enfrentar CPI Os vereadores adversários, hoje cinco dos nove, dizem ter em mãos documentos onde o prefeito teria comprado o único posto de gasolina da cidade por R$ 1 milhão e um terreno de 55 hectares por R$ 600 mil

Aline Moura - Estado de Minas

Publicação: 08/04/2014 19:54 Atualização:

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press (Gestor será investigado por indícios de enriquecimento ilícito)
Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Depois de ganhar a eleição municipal por apenas um voto de diferença, o prefeito de Correntes, Edimilson da Bahia (PSB), enfrenta mais uma instabilidade em seu governo. Após um início de gestão conturbada, ele perdeu a maioria da Câmara Municipal, composta por nove vereadores, e deve enfrentar, entre hoje e a próxima quinta-feira, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Edimilson deve ser investigado na CPI por indícios de enriquecimento ilícito. Os vereadores adversários, hoje cinco dos nove, dizem ter em mãos documentos onde o prefeito teria comprado o único posto de gasolina da cidade por R$ 1 milhão e um terreno de 55 hectares por R$ 600 mil. Edimilson ganhou a eleição por 4.621 votos, um a mais que Júnior Nivaldo (PR). Correntes fica no Agreste do estado.

Segundo o líder da oposição, José Clóvis Monteiro de Vasconcelos (PP), os vereadores têm em mãos dois recibos que supostamente comprovam o envolvimento do prefeito na compra do posto e do terreno com valores incompatíveis com o seu salário (R$ 10 mil) e sua declaração de bens feita ao Tribunal Superior Eleitoral antes da eleição (R$ 34 mil).

Clóvis ressalta ter posse de um recibo da compra do terreno assinado pelo próprio prefeito. Ele teria adquirido a terra em fevereiro do ano passado, quase depois de tomar posse, dando R$ 200 mil à vista e parcelando o restante. Já o posto de gasolina, de acordo com o vereador, teria sido comprado através de um laranja. O recibo está em nome de um ex-integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura que morou na casa do prefeito no início da gestão. Esse rapaz teria comprado o posto que ganhou a licitação para fornecer combustível à prefeitura e se mudou em seguida. “Não sabemos onde ele está”, disse Clóvis Monteiro, avisando que os documentos também foram entregues à Polícia Federal e ao Ministério Público. Edimilson da Bahia foi procurado diversas vezes pela reportagem, porém não foi localizado.

O Diario acompanhou de perto a eleição de Correntes, uma cidade com 17 mil habitantes, segundo o censo do IBGE. Até meados do ano passado, após a vitória de Edimilson, que é filho de agricultor e se elegeu pela primeira vez em 2012, o palanque político não tinha sido desarmado.

Edimilson da Bahia é filho de agricultores, elegeu-se pela primeira vez em 2012, e está fazendo uma gestão controversa, marcada por políticas consideradas assistencialistas e bate-boca com os adversários. No ano passado, por exemplo, às vésperas da Páscoa, ele distribuiu 2 mil cestas básicas com peixe e coco à população. Paralelo às polêmicas que cria na prefeitura, há diversos boletins de ocorrência registrados na delegacia local por injúria e difamação entre vizinhos, segundo contou o delegado do município na época, Patrick Dias. As agressões seriam indiretamente estimuladas pelo prefeito, que continua subindo nos palcos durante eventos da cidade e atacando os adversários.

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