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Ex-diretor da Petrobrás disse que não teve intenção de enganar ninguém "Foi tudo baseado em consultorias e trabalhos técnicos de mais de um ano", disse

Agência Brasil

Publicação: 16/04/2014 13:18 Atualização: 16/04/2014 13:24

Nestor Cerveró é acusado de omitir cláusulas importantes do documento que embasou a aquisição da refinaria de Pasadena  (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Nestor Cerveró é acusado de omitir cláusulas importantes do documento que embasou a aquisição da refinaria de Pasadena

Acusado de omitir cláusulas importantes do documento que embasou a aquisição darefinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobrás, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, disse nesta quarta-feira (16/4) que não teve intenção de enganar ninguém.

“Não há sentido enganar ninguém. A posiçao [sobre a compra] não é só minha, mas da diretoria do conselho que aprovou esse projeto. Não existem decisões individuais. Foi tudo baseado em consultorias e trabalhos técnicos de mais de um ano”, disse.

Reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo revelou que a compra da refinaria teve o aval da presidenta Dilma Rousseff, que na época era ministra-chefe da Casa Civil e do presidenta do Conselho de Administração da Petrobras. Em resposta, o Planalto divulgou nota explicando que no documento elaborado por Cerveró sobre o negócio foram omitidas as cláusulas Marlin e de Put Option que integravam o contrato.

 

De acordo com o governo, o Conselho de Administração da estatal só tomou conhecimento da existência das cláusulas em março de 2008, quando foi consultado sobre a compra da outra metade das ações da refinaria.

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“As cláusulas de saída são definidas pelos dois lados. Nossos contratos [da Petrobras] sempre têm cláusulas de saída. Não tem nenhuma relevância. Isto não é um aspecto relevante porque ninguém faz uma sociedade para sair da sociedade”, avaliou.

A cláusula Put Option obriga uma das partes da sociedade a comprar a outra em caso de desacordo entre os sócios. Após desentendimentos sobre investimentos com a belga Astra Oil, sócia no negócio, a estatal brasileira teve que ficar com toda a refinaria. Já a cláusula Marlin prevê a garantia à sócia da Petrobras de um lucro de 6,9% ao ano, mesmo que as condições de mercado sejam adversas.

O negócio está sendo investigado pela Polícia Federal, pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público.

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: João Neto
%u201Ce do presidenta do Conselho de Administração da Petrobras%u201D Mesmo não sendo doutor na língua portuguesa ler essa frase toda errada e com esse nome inventado %u201CPresidenta%u201D Dói, o pais está se tornando analfabeto e a maioria aplaudem isso tudo. | Denuncie |

Autor: jose junior
No caso desta cláusula Put Option se uma das partes era obrigada a comprar a outra porque a Petrobrás então não vendeu sua parte? | Denuncie |

Autor: Mario Mo
essa desculpa é velha!!!!! Eu acho que se os documentos foram analisados por ele, na verdade enquanto ele lia uma linha o outro olho tava de olho em outra coisa kkkkk que bicho feio tomara que faça uma plastica com o dinheiro que roubo. | Denuncie |

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