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Há 30 anos, a população do DF foi às ruas para pedir as Diretas Já O Distrito Federal enfrentava o ato derradeiro dos militares. Medidas suspenderam o direito de reunião e previam buscas em domicílios.

Andre Shalders - Correio Braziliense

Publicação: 26/04/2014 08:00 Atualização:



Os dias que antecederam a votação da emenda constitucional Dante de Oliveira, em 25 de abril de 1984, ficaram marcados por muito tumulto e repressão na capital federal e em 10 municípios goianos. Foi a última ação de suspensão de garantias democráticas, como o direito de reunião e a inviolabilidade dos domicílios. As Medidas de Emergência foram determinadas no Decreto 89.566, de 18 de abril de 1984, que incluía o Distrito Federal e cidades vizinhas, entre elas, a capital Goiânia e Anápolis. Respaldado na Constituição de 1967, vigente à época, o decreto estabelecia também a censura à correspondência e aos meios de radiodifusão, como tevê e rádio.

O combate e a movimentação das tropas não impediram, no entanto, a ocorrência de dezenas de protestos, inclusive na Esplanada dos Ministérios. “A sociedade brasileira, e a de Brasília em especial, estava completamente mobilizada. Apesar da repressão, fizemos protestos com milhares e milhares de pessoas. Foi um negócio bonito de se ver”, conta o advogado Jomar Alves Moreno, que chegou a ser preso em 25 de abril.

À época, Jomar era integrante da diretoria do Sindicato dos Professores. Ele e três colegas foram detidos à tarde, enquanto organizavam uma carreata em defesa das Diretas Já na W3 Sul. “A repressão prestava muita atenção no movimento sindical e estudantil, que eram os mais ativos nessa época”, conta. “No dia 24, estávamos com um grupo de estudantes no Salão Verde do Congresso, de onde saímos escoltados por parlamentares. Eles fizeram um acordo com os militares para garantir que não fôssemos presos até a Rodoviária do Plano.”

Após a detenção, Jomar e três sindicalistas foram levados à 1ª Delegacia de Polícia, e depois conduzidos à Superintendência da Polícia Federal, no fim da Asa Sul. “Nós passamos a noite inteira lá, sob interrogatório. Do lado de fora, haviam parlamentares e advogados pressionando”, conta o então presidente do Sinpro-DF, Libério Pimentel, hoje com 64 anos. As Medidas de Emergência, consideradas o último ato de forte repressão dos militares, só foram revogadas em 2 de maio. “A situação em Brasília era tão feia que, em 1º de maio, fui a São Paulo, em um comício, denunciar a situação vivida aqui”, lembra-se Libério.

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Tags: diretas df

Esta matéria tem: (7) comentários

Autor: Jean Car
Tarcisio Silva disse tudo, para vivermos nesta situação???!!! Um pesadelo. | Denuncie |

Autor: Robinson Silva
Agora o que precisa ser feito é incentivar estes jovens de hoje fazer o mesmo ir para rua e lutar pelos direitos que estão retirando de nós e lutar para que os corruptos sejam presos e cassados de seus mandados e votar com mais consciência, abaixo a ditadura do atual governo e seus corruptos. | Denuncie |

Autor: Robinson Silva
Que saudade desta época, no meu auge dos 18 anos eu estova lá também naquele período eu já fazia parte do saudoso PMDB de Tancredo Neves e dos Grandes amigos Mauricio Correia,Joselito,Odilon Aires,Arlindo,Catatau,Kennedy,Maria Tereza,Bero e tantas outras, valeu sim e como valeu. | Denuncie |

Autor: natan martins
Viva a democracia. Alguém sabe me dizer por que não tem a tecla NULO nas urnas eletrônicas? Isso é uma violação do direito de escolha, ou não? | Denuncie |

Autor: Roni Vedovo
Eleição não é sinônimo de democracia. | Denuncie |

Autor: inacio nascimento
O movimento das diretas já ,foi fundamental para o povo brasileiro ter a liberdade de hoje. Eu fiz parte desse processo. Posso destacar também o ex- Senador/DF Mauricio correia e o atual Deputado Distrital Chico Vigilante entre outros como importante. Para mim, sem liberdade não há democracia.valeu | Denuncie |

Autor: Tarcísio Silva
Se eu soubesse que ia dar nisso aí, ilusória democracia dominada por corruptos, eu não teria participado do comício das diretas Já, há 30 anos. Lamento dizer que não valeu a pena! | Denuncie |

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