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Pesquisa de intenção de voto que prevê segundo turno acirra divisão no PT No discurso, o partido prega unidade em torno de Dilma. Nos bastidores, petistas admitem ameaça à vitória no primeiro turno

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Publicação: 30/04/2014 06:00 Atualização:

A queda na popularidade da atual presidente reforça o discurso daqueles que pregam a volta de Lula  (Luludi/Esp. CB/D.A Press - 26/9/13)
A queda na popularidade da atual presidente reforça o discurso daqueles que pregam a volta de Lula


A nova queda da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto abriu de vez a ferida que divide lulistas e dilmistas dentro do PT e na base aliada do governo. “Sabíamos que havia o desgaste, mas ela está caindo mais rápido do que esperávamos”, assustou-se um integrante da coalizão governista, que não esconde a afinidade com o ex-presidente. Já o vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (CE), acredita que é hora de encerrar as especulações e sepultar de vez o “Volta, Lula”. “Temos de fazer nosso dever de casa, acabar com esse disse me disse e deixar claro que nossa candidata é Dilma Rousseff”, sentenciou.

A pesquisa divulgada ontem surge em um momento no qual as más notícias para Dilma se avolumam. Na segunda-feira, a bancada do PR na Câmara pregou abertamente o “Volta, Lula”. O líder do partido, Bernardo Santana (MG), pendurou uma foto do ex-presidente na parede do gabinete. O PSD do Rio de Janeiro fechou com o pré-candidato do PSDB ao Planalto, senador Aécio Neves (MG), apesar do apoio explícito dado pela cúpula da legenda à reeleição de Dilma. O tucano espera os próximos resultados das pesquisas eleitorais para tentar uma abordagem mais incisiva em direção ao PP e à senadora Ana Amélia (RS), pré-candidata ao governo gaúcho.


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Para José Guimarães, o PT é o responsável por esse clima de insegurança. Pré-candidato ao Senado pelo Ceará, ele aposta as fichas no encontro partidário marcado para sexta e sábado em São Paulo. “Lula e Dilma têm de dar sinais claros de que estão unidos e de que ela é a candidata. Senão, vamos seguir nesse clima infernal de desgaste”, comentou. O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) reforça o entendimento e diz que o partido não pode cometer a “loucura” de substituir Dilma por Lula neste momento. “A queda da presidente nas pesquisas se deve ao massacre que estamos passando. Quando começar o horário eleitoral, vamos ter o que mostrar para a população.”

No fim de semana passado, durante entrevista a uma rede de televisão portuguesa, Lula reiterou que a candidata será Dilma Rousseff. “Eu vou ser cabo eleitoral da Dilma, vou para a rua fazer campanha para Dilma”, afirmou à rede RTP. Ontem, o secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, reconheceu que o “Volta, Lula” constrange o ex-presidente. “Essa hipótese não existe, é zero. O (ex) presidente Lula está determinado a dar todo o empenho à reeleição da presidente Dilma. Ele é mais do que taxativo, nunca cogitou essa hipótese (de se candidatar) e está muito incomodado”, disse Carvalho.

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