política
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Pente-fino nas transações da Petrobras vai em busca de irregularidades Justiça determina a quebra do sigilo bancário da estatal nas operações financeiras envolvendo empresas contratadas para as obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco

Amanda Almeida

Publicação: 09/05/2014 07:46 Atualização:

O Ministério Público Federal (MPF) vai passar um pente-fino nas transações financeiras da Petrobras feitas a partir de contratos firmados para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Ontem, a Justiça Federal do Paraná decretou a quebra de sigilo desses dados, a pedido do MPF, que investiga denúncias de superfaturamento da obra. As supostas irregularidades também estão na pauta das CPIs do Senado e do Congresso sobre a petrolífera, que, em meio a brigas entre oposição e governo, ainda não saíram do papel.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso desde março, também teve o sigilo bancário quebrado (Daniel Marenco/Folhapress)
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso desde março, também teve o sigilo bancário quebrado


A Justiça também decretou, no mesmo despacho, a quebra de sigilo bancário do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Preso na Operação Lava-Jato, deflagrada pela Polícia Federal em março, o ex-diretor é considerado um dos chefes da quadrilha acusada de lavar dinheiro no exterior. Costa é réu em duas ações. A primeira, por lavagem de dinheiro. Na outra, ele e parentes terão de responder à acusação de ter destruído documentos que poderiam ter sido usados como provas nas investigações.

Leia mais notícias em Política

Outras seis pessoas, incluindo duas filhas de Paulo Roberto Costa, tiveram o sigilo bancário quebrado. Sobre a Petrobras, a decisão restringe a medida a transferências, feitas entre janeiro de 2009 e dezembro de 2013, para o Consórcio Nacional Camargo Corrêa (CNCC), responsável pela construção de uma unidade da refinaria, e as empresas Sanko-Sider e Sanko Serviços de Pesquisa. O MPF e a Polícia Federal investigam se o dinheiro recebido pelas empresas era repassado a terceiros.

A Petrobras disse, em nota, que “ainda não foi intimada da decisão”. “De toda forma, reafirma seu compromisso de continuar colaborando com o Poder Judiciário para esclarecimento dos fatos.” Já o Grupo Sanko-Sider informou que “repudia veementemente as ilações que vêm sendo feitas e reafirma total transparência, legalidade e legitimidade de seus negócios”. O CNCC disse que “não praticou nenhuma irregularidade.”

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas