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Movimento Passe Livre estuda engrossar os protestos durante a Copa do Mundo É longe do centro que os problemas de transporte, como o corte ou a ausência de linhas de ônibus, afetam uma parcela significativa da população carente

Felipe Seffrin

Publicação: 18/05/2014 08:05 Atualização:

 (Ale Vianna/ Brazil Photo Press/Agência O Globo)


São Paulo — Catalisador das grandes manifestações que pararam o país em junho de 2013, o Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo deixou de lado a marcha nas principais avenidas da cidade para atuar, temporariamente, na periferia da metrópole paulista. É longe do centro que os problemas de transporte, como o corte ou a ausência de linhas de ônibus, afetam uma parcela significativa da população carente. Agora, os ativistas estudam voltar às ruas em junho, em apoio a outras organizações sociais que pretendem atrair a atenção da imprensa internacional durante a Copa do Mundo.

Em meados de 2013, as milhares de pessoas que saíram às ruas em todo o país contra o preço do transporte público se transformaram em milhões com a adesão de novos manifestantes e a ampliação da pauta de reivindicações. Os atos, inicialmente organizados pelo Movimento Passe Livre, culminaram nas maiores manifestações populares desde o clamor pelo impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992. Com a revogação do aumento das tarifas de ônibus e do metrô em São Paulo e em diversas cidades brasileiras, o MPL deu uma recuada estratégica. A vitória contra o aumento de R$ 0,20 centavos na capital paulista fez o movimento deixar as ruas do centro, mas a luta por um sistema de transporte público mais adequado à necessidade da população continua nas localidades com menos infraestrutura.

“A gente mantém o trabalho nas periferias da cidade, fazendo discussões em escolas, em bairros carentes, tentando construir, a partir da organização da população, outro pensamento”, conta Lucas Monteiro de Oliveira, professor de história e um dos representantes do MPL. “Discutimos transporte público nas periferias para entender como a população se relaciona com o transporte. Temos toda uma luta contra cortes de linha em São Paulo que têm atrapalhado muitas famílias. Esse trabalho é menos visível que manifestações, mas é muito importante”, afirma Mayara Vivian, estudante de geografia da Universidade de São Paulo (USP), outra militante do MPL.

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