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"Todos somos responsáveis"', diz Nestor Ceveró sobre Pasadena Durante o depoimento, Cerveró enfatizou por diversas vezes que todas as decisões tomadas na estatal são colegiadas

Étore Medeiros

Publicação: 22/05/2014 14:19 Atualização: 22/05/2014 16:00

Com boicote da oposição e uma plateia de senadores composta por parlamentares ligados ao Palácio do Planalto, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró dividiu a responsabilidade pela aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que gerou prejuízo de US$ 1 bilhão à estatal. "Todos somos responsáveis". "Não estou querendo me isentar de culpa, pelo contrário, quero assumir: sou coparticipante dessa decisão." Quanto às cláusulas cuja omissão foi criticada por Dilma Rousseff, Cerveró afirmou que "ninguém aprova um negócio pensando na saída”.

Nestor Cerveró depõe desde as 10h15 desta quinta-feira (22/5) à CPI da Petrobras no Senado Federal. O colegiado é alvo de críticas da oposição, que decidiu não participar dos trabalhos da comissão e aguardar a instalação da CPI mista, com deputados, o que deve acontecer na próxima semana.

Durante o depoimento, Cerveró enfatizou por diversas vezes que todas as decisões tomadas na estatal são colegiadas, e que não cabe imputar responsabilidades individualmente. "Tanto na Diretoria Executiva quanto no Conselho Administrativo, as decisões são colegiadas. Não há um responsável."

Ele assumiu a responsabilidade pelo sumário executivo repassado ao Conselho de Administração, à época do negócio, em 2006, presidido por Dilma Rousseff. O documento foi criticado por Dilma, há dois meses, por ter omitido cláusulas importantes. A presidente chegou a dizer que a compra não teria sido aprovada caso houvesse conhecimento das cláusulas Put Option e Marlim.
 
 
Cerveró negou, no entanto, que tenha havido omissão nos dados repassados. "Eu não omiti essas cláusulas. Consideramos que elas não tinham interferência, não representavam nenhum impedimento para a provação do projeto". "Continuo acreditando que, mesmo que tivessem sido colocadas as cláusulas, elas não teriam tido nenhum efeito na aprovação ou não desse projeto", defendeu.

O sumário executivo, hoje criticado por Dilma, teria sido elogiado na ocasião da apreciação pelo conselho.“A compra foi aprovada sem nenhuma restrição, tanto na diretoria executiva quanto pelo colegiado do conselho, composto por nove membros. Não houve nenhum questionamento, pelo contrário. Ele (sumário executivo) foi até elogiado por alguns conselheiros, dada a total aderência ao foco de internacionalização da Petrobras no mercado americano”.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: MARCO PEREIRA
Literalmente um olho no troco e o outro no peixe | Denuncie |

Autor: alberico cavalcante
Incompetência ou corrupção ou os dois, vão terminar de falir a PETROBAS, a Dilma não consegue se explicar. | Denuncie |

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