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Lideranças indígenas se reúnem com presidentes da Câmara e do Senado Eles conversaram sobre a PEC 215, que prevê que a demarcação de terras será feita pelo Congresso Nacional e não mais pelo Executivo

Étore Medeiros

Publicação: 28/05/2014 19:49 Atualização: 28/05/2014 19:57

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) (C) em reunião com os indígenas, na Câmara dos Deputados (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) (C) em reunião com os indígenas, na Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), se reuniu na tarde desta quarta-feira (28/5) por quase uma hora com um grupo de 20 lideranças de diversas etnias indígenas. Alves se comprometeu a só levar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215 ao plenário da Casa - que prevê que a demarcação de terras será feita pelo Congresso Nacional e não mais pelo Executivo - quando houver consenso entre os deputados. No início da noite, a comitiva indígena se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros.

Do lado de fora do Congresso, índios aguardam pelos líderes com danças e rituais típicos (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Do lado de fora do Congresso, índios aguardam pelos líderes com danças e rituais típicos

Apesar de insatisfeitos com o ritmo de demarcações de terras do Governo Federal, as lideranças indígenas acreditam que a situação pode ficar ainda pior caso as demarcação sejam feitas pelos parlamentares.

Em abril de 2012, os índios protagonizaram uma cena histórica ao ocuparem o plenário da Câmara, interrompendo uma sessão da Casa em protesto contra a PEC 215. Na época, o presidente da Câmara se comprometeu a adiar por seis meses as votações, que voltaram no fim do ano passado. A PEC é considerada inconstitucional pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, e pelo procurador da República, Rodrigo Janot, que já se manifestaram diversas vezes sobre o assunto.

Sobre a manifestação dessa terça-feira (27/5), as lideranças indígenas alegaram que havia um acordo com a Polícia Militar do DF (PMDF) para que o protesto chegasse até o Estádio Mané Garrincha de forma pacífica. Ainda segundo os índios, na altura da Torre de TV, no entanto, o acordo foi quebrado com a presença da cavalaria, que impediu a marcha.

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A Coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara, ressaltou que a Copa do Mundo não é o objetivo principal da semana de mobilizações indígenas em Brasília, mas que eles participaram do ato para se mostrarem solidários pelos movimento sociais.

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