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Lei da Palmada aprovada em plenário do Senado divide opinião de pais Há quem defende que cada pai tenha a opção de decidir a melhor forma de punir os filhos

Agência Brasil

Publicação: 06/06/2014 14:50 Atualização: 06/06/2014 14:57

O administrador de empresas Carlos Damasceno, 40 anos, é pai de três meninas e confessa: “Uma das minhas filhas é bem danada e já levou muita palmada”. Perguntado se concorda com o projeto de lei que pune famílias que usem violência física na educação dos filhos, aprovado na última quarta-feira (4/6) pelo Senado, ele garantiu ser contra agressões pesadas, mas avaliou que conversar com as filhas nem sempre é suficiente.

“A gente quer educar e sabe dos nossos limites. Tem que haver limite. Afinal, não vai ser nem a polícia nem o Estado que vão educar nossos filhos”, disse, apoiado pela amiga Flávia Passos, 37 anos, enfermeira e mãe de um rapaz de 21 anos. Para ela, agressão física que deixa hematomas e fraturas devem ser punidas, mas palmadas ocasionais não fazem mal à criança. “Minha avó apanhou, minha mãe apanhou, eu e minhas irmãs apanhamos e somos, hoje, todas muito bem resolvidas. Pai e mãe querem sempre o melhor para o filho, mas há momentos em que o castigo não resolve e a palmada, sim”, explicou.

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Já a carteira Valquíria Alves, 37 anos, acredita que todo tipo de agressão física contra crianças e adolescentes deve ser combatido e punido rigorosamente. Mãe de um menino de 8 anos e de uma menina de 13, ela garante que nunca encostou a mão nos filhos e que pretende manter a conduta. “Eu apanhava quando criança e não acho que esse seja o modo de ensinar ou educar. Hoje, adulta, não bato nos meus filhos. Minha estratégia é conversar. Só isso e mais nada”, disse.

Manuel Silva, 41 anos, pai de duas meninas, concorda com Valquíria, mas defende que cada pai tenha a opção de decidir a melhor forma de punir os filhos. “Eu apanhava quando pequeno. Hoje, acho que não é correto. Palmada é uma coisa de outra época e não deve mais ser aplicada como punição”, defendeu. Acompanhada da pequena Ana Clara, de 3 anos, a dona de casa Adriana Teles, 39, admite que já deu “algumas palmadas” na filha. Perguntada se a punição resolveu o problema, ela avaliou: “É melhor a gente corrigir do que os outros. Resolver não resolve, mas ela fica com medo e não faz mais por um tempo. Doí, né, filha?”

Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: geraldo santos
Não sou favorável as agreções a crianças, mas com essa lei já tem filho ameaçando os pais de prisão se levar uma palmada. | Denuncie |

Autor: alvailton santos
Uma lei bonita para ser vê, impraticavel. | Denuncie |

Autor: raimundo ribeiro
Se os pais não betem a polícia bate. | Denuncie |

Autor: Sergio Pinto
Um país com governantes, políticos e juízes mal educados e corruptos, e com sistemas públicos péssimos, agora querem se arvorar a interferir na educação familiar. Os que criaram a Lei deveriam se educar primeiro e depois educar seus próprios filhos para não serem corruptos como eles. | Denuncie |

Autor: Randolfo Maia
Não esqueçam de aumentar as vagas nos centros de correção e nos presídios. | Denuncie |

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