política
  • (1) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Correio acompanha turistas em busca de transporte em São Paulo e Brasília Barreira do idioma, ausência de postos de informação e preços abusivos são os principais entraves

Daniela Garcia - Correio Braziliense

Felipe Seffrin

Julia Chaib

Publicação: 09/06/2014 08:30 Atualização:

 (Michal Zaniat, nacional da Polônia, testa o posto de informações do Aeroporto JK)


A quatro dias do início da Copa do Mundo, estrangeiros que já chegaram ao país relatam que, se houve falhas na preparação para receber o evento, entre elas, certamente, está o transporte público ao redor dos aeroportos das cidades sedes da Copa do Mundo, ou que conectam zonas turísticas aos estádios. Na primeira matriz de responsabilidade da Fifa de 2010, diversos estados e municípios assumiram o compromisso de facilitar o trânsito dos turistas. Apenas o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, cumpriu a promessa.

Na avaliação do professor de engenharia de tráfego da Universidade de Brasília (UnB) Paulo César Marques isso se deve porque, no Brasil, a falta de conexão com os aeroportos reflete um problema cultural. “Isso vem da ideia de que só rico pega avião. Então, eles (ricos) têm condições de usar táxi ou o próprio carro. Os pobres ficaram relegados ao acesso”, avaliou. Nem mesmo os ônibus executivos para turistas, segundo ele, resolvem o problema. “Para ser público, todos têm de ter condições de usar. A mobilidade urbana tem a ver com a universalização do acesso de pessoas e não de veículos”, argumenta.

Leia mais notícias em Política

Para medir o tamanho do problema da mobilidade urbana durante o mundial, o Correio acompanhou turistas em Brasília e em São Paulo e constatou que problemas de identificação e de opções de transportes serão, sim, um entrave para chegar às duas cidades para acompanhar os jogos. Confira a situação de cada uma delas.

Recém-chegado a Brasília, chama a atenção do polonês Michal Zaniat, 31 anos, a diferença entre os dois pontos de ônibus em frente ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Enquanto ele e outros turistas embarcam em um coletivo grande do tipo executivo com ar-condicionado e internet wi-fi, Michal observa que, do outro lado da rua, as pessoas se aglomeram para entrar em micro-ônibus, mais conhecidos como “zebrinhas” pelo brasilienses. “É estranho porque eu fui até ao posto de atendimento e me disseram que eu só tinha a opção do ônibus executivo de R$ 8. Mas e aquele outro?”, questiona.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Diniz DINIZ
Mas um viaduto para carros particulares o governador fez! CADÊ O VLT (que é democrático) DO AEROPORTO? Ah, não precisa, né? | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas